data='blog' name='google-analytics'/>

Seguidores

Educação

Família Educa, Escola Ensina!
Marcelo Luiz Ferrari

educação



É um mito acharmos que a única obrigação das escolas seja dar conta das disciplinas.
Ela é também um espaço de socialização, onde se aprende a respeitar as diferenças e a conviver de forma harmoniosa com outras  pessoas.Neste ambiente, e até fora dele, o professor é uma das pessoas de referencia para o estudante e pode impactar positivamente na vida deste.
A convivência familiar é a maior oportunidade para que se aprenda os princípios básicos da moral e das virtudes que são apreciadas em um ser humano de bem. Assim, é o papel da família, sem duvida, orientar as crianças, para que elas dominem algumas regras básicas de conduta.
Quando a família tem bons princípios de educação, usando em seu cotidiano formas educadas de lidar uns com os outros, a criança absorve esses conceitos e os leva para toda vida.
Porém o que vemos são famílias que deseducam, não se tratam hierarquicamente. os pais perdem o poder! É comum os pais permitirem que crianças façam tudo o que querem. Quando crescem, estes iniciam uma cobrança repentina e passam a bater nos filhos para corrigi-los. Isso não precisaria acontecer se desde pequenos tivessem recebido uma educação adequada.
A máxima ¨e de pequeno que se torce o pepino ¨, faz todo o sentido. Precisamos educar nossos filhos com os olhos no futuro: a vida vai exigir que os pequenos coloquem em prática as regras básicas de educaçao de boas maneiras e de boa convivência. Infelizmente,  quem não foi preparado para isso encontra maiores dificuldades no meio social.
Aprendi que a educação vem de casa, mas não são poucos aqueles que culpam a escola e o governo por terem fracassado na educação dos filhos. Uma grande parte dos problemas  de hoje em dia estariam resolvidos com a educação mais rígida.
¨a família tem como papel preponderante a educação dos filhos, a orientação para o desenvolvimento de suas potencialidades e a direção no convívio social. São os pais que ajudam os filhos no crescimento sadio, na conquista da maturidade e da autonomia. ( Mielnik,1993).
Fonte:Retirado do Jornal do médio vale


variedades - educação

Recomendações de Especialistas para escolher uma escola pro seu filho!!


Vários aspectos influenciam na escolha de uma escola para os filhos. Confira algumas recomendações da doutora e mestre em Educação Rejane Ramos Klein, professora e coordenadora do curso de de Pedagogia e do Programa de Educação e Ação Social da Unisinos, para ajudar na decisão.






Visita à escola


É importante conhecer o espaço físico e conversar com a coordenação pedagógica. A criança pode participar desse momento, pois ela precisa se sentir à vontade e acolhida pela escola.


Proposta Pedagógica


Procure saber como foi construído o Projeto Político e Pedagógico (PPP). É importante que seja evidenciado pela coordenação que o documento foi elaborado com a participação de diferentes segmentos - gestão, professores, alunos, funcionários, pais e responsáveis. Um segundo ponto fundamental é saber quais são os pressupostos teóricos que subsidiam a proposta da escola e como é o processo de avaliação dos alunos.


Infraestrutura


Observe como os espaços da escola são organizados, se os alunos têm acesso a eles, e informe-se sobre o número total de alunos e por turmas, o número de professores e de funcionários. Essa informação ajuda a visualizar como o processo pedagógico está sendo contemplado, em todos os âmbitos. Materiais pedagógicos e biblioteca precisam evidenciar em seu acervo quantidade e qualidade na disponibilização e na proposta de utilização em sala de aula e em momentos oportunos pelos alunos.


Corpo docente


Observe se os professores estão desenvolvendo um processo de formação continuada. Além da formação inicial especifíca em sua área de conhecimento, eles precisam estar constantemente refletindo sobre os saberes que compoem o âmbito pedagógico.


Atividades extraclasse


Não devem ser apenas de reforço escolar, mas possibilitar outras experiências, que podem estar relacionadas aos diferentes tipos de arte, favorecendo o processo criativo dos alunos, ampliando o repertório artísitico e cultural, fazendo com que eles se sintam com potencialidades para criar e, consequentemente, para aprender.

fonte: http://zh.clicrbs.com.br/










COLABORAÇÃO ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA

Autor/fonte: Edésio Reichert


Pela divulgação do livro PROFESSOR NÃO É EDUCADOR iniciada em fins de 2011, com observação de fatos ocorridos no ambiente que nos cerca e por leituras em redes sociais, torna-se notório que muita gente está preocupada com os seguintes problemas: quais são as responsabilidades da família e da escola na Educação e na Instrução dos alunos? Até que ponto podem a escola e a família colaborar na instrução e na educação dos alunos?


 
educação


De um lado, há professores reclamando, porque os pais estão terceirizando a educação dos filhos, exigindo que professores e diretores gastem muito tempo “educando” alunos. Por outro lado, há professores exagerando na cobrança dos pais, para que estes participem mais do processo de ensino – ensinar a ler, acompanhar o fazer das tarefas de casa, etc. E o resultado é bem conhecido: analfabetos funcionais e pessoas mal-educadas, por todos os lados.

continue a ler no link abaixo




Movimento Pessoas Melhores - Provas



Conheça o blog www.pessoasmelhores.com



AUTO-AJUDA INFANTIL



educação



Nos últimos tempos, percebo que um fenômeno vem tomando lugar nas prateleiras das livrarias: a existência de uma enorme quantidade de livros de auto-ajuda para crianças.


Aparentemente, qualquer situação que possa ser difícil para uma criança enfrentar já tem disponível o seu “manual”, que esclarece de modo curto, simples e direto à criança o que é preciso ser feito, dito e pensado.

rducação


Por volta dos anos 2000, numa época onde os pais muitas vezes não estão preparados ou não possuem tempo para se dedicar a ajudar as crianças a lidarem com os diversos tipos de situações que as afligem, surge a auto-ajuda infantil, que se dedica a suprir essas necessidades das crianças de forma que elas mesmas possam cuidar e ajudar a si próprias.

 

Como diz Melissa Cristina Asbahr, pedagoga e mestre em educação, a produção do gênero auto-ajuda faz parte de um contexto de "indústria de massa", onde qualquer mal-estar deve ser curado ou evitado e "ser feliz" é um direito - quase dever - transformado em artefato de consumo, cuja demanda é atendida pelos livros de auto-ajuda.


Tratando de temas e situações comuns na infância – para um público a partir de 2 anos -, os livros utilizam a típica linguagem de auto-ajuda, dando receitas de sucesso e incentivando a valorização do “eu” – fortalece-se o sentimento de auto-estima e positividade em relação a si mesmo - para a superação das dificuldades.



Os livros de auto-ajuda infantil dispensam a intervenção de um adulto ou uma história que ensine metaforicamente. Fala-se diretamente à criança sobre o que se deve fazer em cada situação, como se existisse uma receita de "como se viver" - é claro que tão preciosas informações possuem um preço.


Os títulos não deixam dúvidas sobre o caráter dos livros, indo desde os sutis “Tenho Duas Casas”, “Ninguém é Perfeito” e “Gosto de Ser eu Mesmo” até os mais diretos como “Quando Acontecem Coisas Más”, “Quando a Mãe e o Pai se Divorciam”, “Aprender a Ser Um Bom Amigo” e “Quando Um dos Avós Morre”, que já explicitam em quais situações devem ser utilizados.


A linguagem rica que marca os livros infantis – de literatura, preocupados com a estética e enriquecimento do vocabulário ao retratar uma história – dá lugar à redundância e imperatividade dos incontáveis “faça”, “tente” e “seja” típicos dos livros de auto-ajuda.



Além disso, os “conselhos” são dados sem qualquer explicação: a criança é impelida a fazer tal coisa, mas não lhe é explicado o porquê desse ato – fora as “explicações” do tipo “assim você se sentirá melhor”. Esse modo de lidar com problemas, condicionando comportamentos, sem o raciocínio que ilumina a conclusão, se trasformará em uma armadilha para futuros problemas, que não terão suas respostas nos livros de auto-ajuda.


 


Outra característica dos livros de auto-ajuda é a constante valorização de si mesmo e pouca conscientização do outro, algo bem presente na série de livros “Se Ligue em Você”, de Luiz Antonio Gasparetto. Usando o pseudônimo de “Tio Gaspa” para aproximar-se do público infantil, o autor ensina à criança como manter acesa sua “luzinha” interior.


A descrição do segundo livro da série diz que “Quando a gente põe os óculos do orgulho, enxerga tudo com a cabeça cheia de ilusões. O tio Gaspa ensina você a rir por dentro para se defender das pessoas que gostam de usar esses óculos.”


Ou seja, os outros estão iludidos e você deve procurar dentro de si um modo de não ligar para eles. Para “Tio Gaspa”, “rindo por dentro”, as crianças percebem que as dificuldades de relacionamento podem ser superadas a partir de uma mudança de atitude em relação a si.

educação


Ora, a criança deve aprender a entender o outro, não ignorá-lo e preocupar-se apenas consigo. As crianças, naturalmente, já têm dificuldade em perceber o outro e mesmo a si mesmas, e é esta percepção um grande desafio que lhes permite modificar seus atos e atitudes – percebendo o outro, entendemos a sociedade e o porquê de diversos comportamentos a serem adotados neste meio.


A linguagem com que o autor – falo especificamente do livro em questão, mas essa é uma tendência na maioria dos livros de auto-ajuda infantil – trata a criança é infantilizada, utilizando diminutivos e redundância que não são naturais da fala da criança, mas estereótipos de tratamento infantilizado dispensado a elas.


Um trecho do Livro 2 da coleção “Se Ligue Em Você” exemplifica o que foi dito acima:


“Você não é bonitinho nem feinho. Você não é esperto nem bobo, você não é o que os outros dizem de você. (...) Você é só do seu jeitinho. Você é único.”


Outra marca deste tipo de livro é a utilização de imagens para reafirmar o que é dito, não para questionar ou complementar o texto. Isso torna a mensagem ainda mais imperativa e sem espaço para erros – mostra-se exatamente o que a criança deve fazer.

educação


O texto de auto-ajuda ainda não permite à criança que reflita sobre os motivos de tomar quaisquer atitudes, sendo bombardeada por ordens embasadas apenas na autoridade de quem lhe fala – seja o autor, um personagem ou o adulto que lê - e não em argumentos.



Um exemplo disso é o livro “Quando Estou Sozinho”, de Tova Navarra, onde são dadas instruções sobre o que fazer em diversas situações em que a criança pode se encontrar sozinha e não saber o que fazer. Entre estas, estão situações tão diversas quanto o caso de cair um dente ou entrar uma farpa no dedo, atender o telefone e ouvir uma voz estranha, fazer xixi na cama ou se deparar com estranhos oferecendo doces ou drogas.

educação


No livro, além de se reunirem temas tão distantes, não há uma abordagem profunda sobre nenhum dos eventos, explicações sobre o motivo de acontecerem ou do porquê aquele é o melhor modo de agir – há apenas explicações superficiais e que visam o imediatismo da ação ao invés da reflexão sobre a situação.


educaçãoApesar de todos estes livros buscarem ajudar a criança a superar uma dificuldade, pouco ou nada é ensinado. A criança pode até vir a seguir esta ou aquela instrução, mas não tem maturidade o suficiente para manter-se fiel a um programa de auto-policiamento e muito menos se dedicar a uma “busca interior”.



Diversos livros infantis (me refiro à literatura) tratam de temas delicados e importantes para as crianças, sem para isso precisarem dizer a elas o modo como devem comportar-se. A diferença é que ao embarcar no mundo dos personagens, as crianças assimilam e compreendem os problemas retratados, recriando o sentido da história internamente, pois sentem-se parte dela.

educação

Apesar de tudo isso, em diversas escolas, os livros de auto-ajuda infantil vem sendo utilizados pelos professores como remédio para todo e qualquer problema apresentado pelos alunos, sem que se perceba que é a compreensão e não a imposição que leva à mudança da atitude das crianças.


Há quem diga que os livros de auto-ajuda infantil supririam a lacuna de comunicação desta época, onde os pais não tem tempo suficiente para conversar com os filhos de maneira adequada, que por sua vez vêem-se estressados por diversas atividades.

educação


Mas não seria uma das funções a serem exercidas pelos pais – ou outros adultos experientes - lidar com os problemas enfrentados por seus filhos, dando-lhes apoio e explicando-lhes sobre a vida?


As crianças não têm maturidade suficiente para entender e lidar com as situações sozinhas, não possuindo repertório emocional suficiente, por isso precisam de orientação e questionamentos que as façam formular as raízes e soluções de seus problemas.

educação


Além disso, a auto-estima das crianças não é conquistada através de instruções e positividade, mas se responsabilizando por seus atos e tendo autonomia para construir-se enquanto pessoa.


O primordial é lembrar-se que este tipo de livro dá fórmulas do que é certo ou errado, bom ou mal. E o importante para a criança é que ela seja estimulada a pensar, e não ser sugestionada por valores prontos a serem incutidos em sua cabeça - condicionando-a como um rato de laboratório.

Por Blog CCAL, idealizado por Kelly Conde  



fonte: http://criandocondicoesaliberdade.blogspot.com.br



Fora de brincadeira, o cubo mágico pode ajudar na escola

Brinquedo vira instrumento de ensino em sala de aula e é útil não apenas ao aprendizado da matemática

educação, variedades


A bagunça era grande na turma da quinta série da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Érico Veríssimo, em São Paulo. Então, o professor de história Caio Cândido Ferraro puxou o cubo mágico da mochila e começou a resolvê-lo. Em pouco tempo, as crianças estavam paradas, observando a brincadeira. Ele viu no instrumento uma possibilidade de auxiliar no desenvolvimento dos alunos. Hoje, na E.M.E.F Morro Alto, na Freguesia do Ó, também em São Paulo, desenvolve um projeto com 25 estudantes.



Popularmente associado com a matemática, o brinquedo é útil em outras disciplinas, diz Ferraro. Para ele, as principais vantagens da adoção do cubo são o desenvolvimento cognitivo e o aumento da autoestima das crianças. “Muitos alunos que tinham dificuldades de aprendizado melhoraram seus resultados na escola depois do projeto”.





O professor Caio Ferraro observa aluno treinando a montagem do cubo

educação variedades





Foto: Giovani de Oliveira / Divulgação

Com o sucesso do trabalho, a escola começou a participar de campeonatos. Em alguns deles, os estudantes sentiram preconceito por serem os únicos participantes da rede pública. A solução foi unir o grupo com camisetas padronizadas - os competidores ficaram mais felizes e confiantes.


Em um torneiro realizado no Colégio Joana D’Arc, em São Paulo, em 9 de novembro, Ferraro levou 13 alunos. Muitos deles tiveram um desempenho melhor que o próprio professor, como Flávio, de oito anos. Após ver os resultados finais, o aluno foi correndo contar vantagem sobre Ferraro, que também comemorou. “É o sonho de todo o educador, ser superado pelo aluno.”
fonte: http://noticias.terra.com.br




Pela primeira vez, brasileiro recebe o “Nobel da Matemática"


Artur Avila, do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), do Rio de Janeiro, vai receber Medalha Fields

O brasileiro Artur Avila, pesquisador do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), do Rio de Janeiro, vai receber a Medalha Fields, considerada o "Nobel de Matemática". O anúncio foi feito na abertura do 27º Congresso Internacional de Matemáticos, em Seul, na tarde desta terça-feira (manhã da quarta, no horário sul-coreano). O prêmio é concedido a cada quatro anos pela União Internacional de Matemática a estudiosos com menos de 40 anos de idade que tenham alcançado resultados inéditos e revolucionários na área. Outros três especialistas serão premiados (confira a lista completa). É a primeira vez que um matemático latino-americano recebe a honraria.


"O anúncio me surpreendeu. Eu não esperava ter chances em 2014 (...) Minha reação inicial foi mais de alívio que de outra coisa, já que o prêmio agora significa que não vou ter de passar por mais quatro anos de pressão. Quando comecei como matemático, nem pensava nesse tipo de prêmio. Mas, desde 2008, começou a se falar nessa possibilidade e ficou impossivel ignorar", disse Avila, em comunicado divulgado pelo Impa. "O que eu mais queria (e continuo querendo) é fazer matemática da mesma maneira que no início. Por exemplo, escolhendo tópicos em que trabalhar por considerá-los atraentes, em vez de pensar em termos do reconhecimento que eles possam trazer."


Avila, de 35 anos, é considerado um prodígio desde a adolescência. Antes mesmo de se formar na faculdade de matemática, em 2001, foi convidado a atuar como pesquisador do Impa, instituto supervisionado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, onde hoje ocupa a Cátedra Armínio Fraga. Dois anos depois, Avila recebeu convite para dirigir o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), em Paris — ele se naturalizou francês e realiza parte das pesquisas na França.


Nos últimos dez anos, o prestígio de Avila no meio acadêmico vem crescendo apoiado em estudos que buscam entender os chamados sistemas dinâmicos, cujo estado evolui com o passar do tempo por influência de diversos fatores. A teoria desse ramo da matemática é utilizada para construir previsões em áreas tão distintas quanto a física, a biologia e a economia.


Avila também ficou conhecido entre os estudiosos por conseguir provar, em 2005, a "Conjectura dos dez martínis", problema proposto em 1980 pelo americano Barry Simon — que prometeu pagar dez copos da bebida a quem explicasse sua teoria sobre o comportamento dos "operadores de Schrödinger", ferramentas matemáticas ligadas à física quântica. Junto com a pesquisadora Svetlana Jitomirskaya, Avila solucionou o problema e, de fato, foi premiado com algumas rodadas de martíni.


Desde 2010, há uma expectativa de que o brasileiro seja premiado com a Medalha Fields. Naquele ano, ele se apresentou na 27ª edição do Congresso Internacional de Matemáticos, realizado na Índia — uma honraria destinada a poucos. Desde a primeira edição do congresso, apenas nove brasileiros haviam sido convidados para palestrar no evento. Na edição deste ano, além de Avila, mais quatro brasileiros participam do congresso, entre eles o matemático Fernando Codá, que também era cotado para receber a medalha.


"Os grandes prêmios científicos são, essencialmente, símbolos que permitem levar a ciencia para o imaginário popular", disse Avalia no comunicado do Impa. "No caso do Brasil, imagino que essa conquista tenha uma importância particular, já que demonstra, de maneira clara, que temos condições de fazer ciência do mais alto nível."


A Medalha Fields é concedida aos talentos da matemática desde 1936. Daquele ano até 2010, 52 matemáticos haviam recebido o prêmio, com destaque para americanos, com doze medalhas, e França, com dez.


Repercussão — "O prêmio recebido por Avila mostra que há, no Brasil, boas condições para jovens que queiram buscar o reconhecimento internacional por meio da atividade acadêmica. Há excelentes centros de pesquisa com grande reconhecimento internacional, como o próprio Impa, que favorecem o desenvolvimento intelectual de estudantes ainda no ensino básico. O cenário está favorável à pesquisa científica. Contudo, precisamos aumentar a eficiência dos órgãos responsáveis pelo financiamento desses trabalhos, que atualmente sofrem com a burocracia exacerbada", diz Carlos Henrique de Brito Cruz, professor do Instituto de Física da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp).

fonte: revista Veja Abril. Educação



Quando a educação é caso de justiça









O crescente número de problemas relacionados à educação resolvidos por meio do sistema judicial alçam o Poder Judiciário ao papel de formulador de políticas públicas e revelam uma dificuldade cultural brasileira: a baixa capacidade de discutir e resolver conflitos



Ações, mandados de se­gurança, termos de ajustamento de conduta: conceitos próprios do mundo jurídico tornam-se cada vez mais comuns no ambiente educacional. O número crescente de intervenções do Judiciário abriu uma nova frente de debates na educação, que especialistas da área chamam de “judicialização das relações escolares”, uma referência à interferência da Justiça em relações que antes ou ficavam no âmbito das políticas públicas de educação ou da gestão privada do ensino – ou nem chegavam a ser debatidas.



Até o início da década de 1990 eram comuns apenas as batalhas judiciais em torno de mensalidades escolares. Hoje, questões como falta de vagas em creches, inclusão de alunos com deficiência, violência, bullying, transferência, reprovação e um amplo espectro de situações típicas da vida pedagógica cotidiana tornaram-se, literalmente, caso de justiça.



É difícil estimar o número de processos que se estendem nas diversas instâncias do Poder Judiciário. Mas os estudos disponíveis mostram a tendência de crescimento a partir dos anos 2000. Em artigo a ser publicado em uma revista internacional, a jurista Nina Ranieri, da Faculdade de Direito da USP, fez um levantamento dos casos que chegaram à Suprema Corte brasileira referentes à área de educação. A conclusão é a de que, das 4.410 decisões tomadas pelo Superior Tribunal Federal (STF) entre 1988 e o começo de 2013, mais de 95% (4.222) ocorreram a partir do ano 2000, sendo a imensa maioria no final da década.

fonte: http://revistaeducacao.uol.com.br



Dilma: comparar gastos da Copa à educação é 'falso dilema'




Em  pronunciamento em cadeia de rádio e televisão nesta terça-feira, a presidente Dilma Rousseff rebateu uma das críticas mais comuns de manifestantes contrários à Copa do Mundo: a de que o governo priorizou a organização do mundial ante investimentos em saúde e educação. A fala da presidente ocorre a dois dias do início da Copa e tenta dissuadir parte dos protestos.



"Tem gente que alega que os recursos da Copa deveriam ter sido aplicados na saúde e na educação. Escuto e respeito essas opiniões, mas não concordo com elas. Trata-se de um falso dilema", afirmou a presidente. Dilma fez comparações explicando que o valor global desembolsado por União, Estados e municípios em saúde e educação, entre 2010 e 2013, foram de R$ 1,7 trilhão, que segundo ela, equivale a 212 vezes mais ao que foi investido nos estádios.





Desde abril, o governo vem investindo em contra-argumentos às críticas ao Mundial. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, foi destacado para ir às 12 cidades-sede e dialogar com movimentos sociais apresentando o mesmo comparativo entre Copa e educação e também para reiterar os benefícios que o Mundial pode trazer ao País. 



Apesar da investida para combater o argumento dos manifestantes, Dilma disse que o Brasil desfruta da "mais absoluta liberdade". "Convivemos com manifestações populares e reivindicações que nos ajudam a aperfeiçoar, cada vez mais, nossas instituições democráticas", afirmou. A presidente ponderou, no entanto, que as instituições brasileiras "nos respaldam tanto para garantir a liberdade de manifestação como para coibir excessos e radicalismos de qualquer espécie".



Publicação by Palácio do Planalto.

fonte: http://noticias.terra.com.br



 Brasil tem equipe para competir na Olimpíada de Matemática



Foi  definida nesta segunda-feira a lista dos seis estudantes que vão representar o Brasil na 55ª Olimpíada Internacional de Matemática. O evento ocorrerá na Cidade do Cabo, África do Sul, entre os dias 3 e 13 de julho. Deverão estar presentes cerca de 600 jovens de mais de 100 países.

O time brasileiro é formado por Rodrigo Sanches Ângelo (SP), Murilo Corato Zanarella (SP), Alessandro de Oliveira Pacanowski (RJ), Victor Oliveira Reis (PE), Daniel Lima Braga (CE) e Alexandre Perozim de Faveri (SP). A equipe será acompanhada pelos professores Onofre Campos da Silva Farias (CE) e Samuel Barbosa Feitosa (BA).

Os estudantes foram selecionados entre os vencedores da 35ª Olimpíada Brasileira de Matemática de 2013. Para integrar a equipe, os jovens passaram por um processo de seleção que incluiu uma bateria de provas e listas de exercícios que foram resolvidas ao longo de seis meses, além de considerar a pontuação conquistada na disputa nacional.Antes da viagem para África do Sul, o time brasileiro enfrentará um período de treinamento intensivo, entre os dias 9 e 27 de junho, em São José do Rio Preto (SP).
A Olimpíada Internacional de Matemática (IMO) é considerada o maior concurso de resolução de cálculos para estudantes do ensino médio do mundo. Promovida desde 1959 durante o mês de julho, sempre num país diferente, a competição envolve a participação de estudantes entre 14 e 19 anos de idade, que resolvem provas de matemática em dois dias consecutivos.
O Brasil participa da competição desde 1979 e acumula 105 medalhas, sendo nove de ouro, 30 de prata e 66 de bronze. Assim, é o País latino-americano com maior número de premiações na competição. 
fonte: http://noticias.terra.com.br



Com mais de 80 anos, idoso se forma arquiteto

 

O niteroiense Emar Chaves seria apenas mais um formando em Arquitetura de 2013, se o seu RG não trouxesse uma informação relevante: ele nasceu em 28 de janeiro de 1931. Aos 83 anos, ele é exemplo de inspiração e superação para quem convive com ele em Brasília, onde vive e trabalha. 

Chaves fez carreira na extinta companhia aérea Varig, desenvolvendo maquetes e peças publicitárias. Era “layout-man” ou “homem de criação” na agência interna de propaganda. Chegou a cursar a faculdade de Belas-Artes, 40 anos atrás, mas era “apenas um curso sem reconhecimento acadêmico”. Arquitetura, essa sim, era um sonho antigo, realizado só agora porque “o momento certo chegou”. 

Bom aluno, garante que não colou em uma prova sequer: “Não colei porque minha idade é muito avançada e eu estudava até de madrugada. Na mocidade é diferente, mas quando se está mais adulto e vira avô, tem filho com formação universitária, você deve se preocupar em estudar e fazer o seu trabalho”.

Em sala de aula, Chaves procurou se inteirar de todos os assuntos. Por isso, era querido tanto por professores, como pelos colegas. 

publicidade
Casado, dois filhos, um neto, ele leva uma rotina tranquila em Brasília. Prefere andar a pegar ônibus, vai ao shopping e visita os amigos diariamente, mas sem deixar de ficar atento às oportunidades. “Eu falo das minhas habilidades para poder abrir portas como arquiteto. Agora estou procurando clientes para desenvolvimento de projetos, obras e maquetes”, diz. 

Enquanto os clientes não aparecem, iniciou a carreira de professor de “Iniciação à Arte e à Maquete” para alunos do 1º semestre de Arquitetura da universidade onde se formou, a Iesplan Faculdades Planalto.

Família apoiou sonho
Ao anunciar à família e aos amigos que prestaria o vestibular aos 79 anos, o apoio foi imediato. “Eles acharam fantástico e, hoje, me consideram alguém desbravador, que luta e merece todo o carinho e respeito das pessoas”, conta Chaves.

“Para quem tem certa idade, este reconhecimento é bastante gratificante. Nós precisamos disso. Você realmente terá uma luta diferente dos outros, a sua memória está lenta, naturalmente pela idade, e os neurônios vão se apagando. Mas se você tem o incentivo de todos, isso faz com que você reviva.”

Apesar de ser reconhecido e cumprimentado por seus feitos, Chaves rejeita o rótulo de celebridade: “Tem gente que até se formou com muito mais idade do que eu, não estou fazendo nada diferente. Mas em Arquitetura eu sou o primeiro!”

 fonte: TERRA

 ====================================================================

 Conheça o livro escrito em idioma indecifrável

Manuscrito Voynich traz ilustrações e palavras que até hoje não foram compreendidas; muitos consideram falsificação.


Um livro escrito em um idioma que não existe e ilustrado com plantas e criaturas nunca vistas é um dos grandes mistérios da Bibilioteca Beinecke de Manuscritos e Livros Raros da Universidade de Yale, nos Estados Unidos.

O livro é conhecido como Manuscrito de Voynich, uma homenagem ao polonês naturalizado britânico Wilfrid Voynich, comerciante de livros usados que teria descoberto o misterioso livro na Itália, em 1912.

Desde então, o texto se transformou em obsessão para vários especialistas e gerou muitas teorias, algumas científicas e outras mais absurdas.

"Minha favorita é a que fala que [o livro] é um diário ilustrado de um adolescente extraterrestre que o esqueceu na Terra antes de partir", disse em tom de piada o curador da Biblioteca Beinecke, Ray Clements.

O manuscrito é, na verdade, um livro pequeno, do tamanho de uma das reedições de clássicos da literatura que geralmente são impressos pela editora Penguin. A capa é frágil, feita de couro desbotado, da cor de marfim desgastado.

Ao todo são 240 páginas ilustradas. Os desenhos parecem coisas descritas em visões alucinógenas, plantas estranhas, símbolos astrológicos, criaturas em forma de medusas e o que parece ser uma lagosta. Em uma das imagens, pode-se ver um grupo de mulheres nuas de pele muito pálida que deslizam pelo que parece ser um toboágua.

O texto está escrito com tinta cor marrom e lembra descrições do idioma dos elfos, criação do escritor inglês J.R.R. Tolkien, autor de livros como "O hobbit" e "O senhor dos anéis".

Fuga para a Inglaterra

Wilfrid Voynich nasceu em 1865 e vivia na Lituânia, território que, na época, pertencia ao Império Russo. Ele foi preso e enviado à Sibéria por exercer atividades consideradas revolucionárias.

Voynich conseguiu escapar da Sibéria através da Manchúria e fugiu para a Inglaterra. Em Londres, estabeleceu uma livraria especializada em textos de segunda mão, que acabou se convertendo em um centro onde se reuniam exilados políticos que viviam na capital britânica. O local atraía, inclusive, nomes como o filósofo alemão Karl Marx.

Voynich afirmava que havia encontrado o manuscrito em um seminário jesuíta chamado Villa Madragone, nos arredores de Roma. Ao documento, estava anexado o que parecia ser uma carta escrita em 1665 pelo físico Johannes Marcus Marci, do Sacro Império Romano.

A carta dizia que o livro chegou a pertencer ao imperador Rodolfo 2°, do Sacro Império Romano (1576-1612), e que provavelmente seria obra do alquimista inglês Roger Bacon.

Outros dois possíveis autores que estariam envolvidos com o manuscrito indecifrável seriam John Dee, mago e astrólogo da rainha Elizabeth 1ª, e um dos seguidores dele, Eward Kelley.

Voynich se referiu ao livro como "o manuscrito com a mensagem codificada de Roger Bacon".

Atração

Desde então, o documento se transformou em um imã de mentes brilhantes. O americano William Friedman, um dos grandes criptógrafos do século 20, responsável pela criação da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) – instituição que recentemente teve grande destaque no mundo após denúncias de espionagem feitas pelo ex-consultor Edward Snowden – passou 30 anos de sua vida tentando decifrar o código do manuscrito.

E as novas teorias sobre o misterioso livro se multiplicam. Um botânico aposentado dos Estados Unidos disse recentemente que algumas das plantas eram originárias da América Central. Já um especialista britânico garantiu que, depois de aplicar seus conhecimentos em linguística, conseguiu traduzir dez palavras.

Falsificação

No entanto, é possível que o próprio Wilfrid Voynich tenha falsificado o livro. Um dos artifícios mais comuns na história da falsificação é o de um comerciante de obras raras que "descobre" um manuscrito desconhecido.

Voynich é conhecido por ter esse "toque mágico". Afirma-se que ele teria adquirido uma grande quantidade de pergaminhos e aplicado seu conhecimento de química, obtido na Universidade de Moscou, para produzir tintas com pigmentos parecidos com os usados na Idade Média.

É possível que, ao ter falsificado o documento, Voynich fez o que muitos falsificadores já tinham realizado: criou um segundo texto para validar o primeiro e dar a ele uma origem plausível. Mas, até que sejam concluídos os exames das tintas e dos pigmentos do manuscrito, o livro continuará seduzindo atuais e futuros "voynicologistas". Até agora, só se conseguiu determinar que o couro data do século 15.

fonte: G1 Educação
==========================================================================================================================================================================================


Quem vai pagar pela escola do futuro? Iniciativas apontam alternativas

Escolas alternativas ganham visibilidade no Brasil. Cresce a demanda por espaços mais democráticos, que propõem novas formas de gestão até metodologias menos tradicionais de avaliação e ensino.


Em comum, todas defendem um maior envolvimento com a comunidade, que pode ser voluntário, por serviços ou doações em dinheiro. Mais do que dar respostas sobre financiamento, essas iniciativas comprovam que só recursos não salvarão a educação. "Escolas são pessoas", repete o idealizador da famosa Escola da Ponte, em Portugal, José Pacheco, que hoje vive no Brasil e é um grande entusiasta das escolas alternativas.

Conheça, a seguir, histórias de pessoas que se dedicam a construir uma escola melhor, seja com dinheiro do governo, de pessoas físicas ou jurídicas ou do próprio bolso.


Dos protestos, nasceu uma escola


Enquanto milhares de brasileiros marchavam por mais saúde, educação e todo o pacote de reivindicações possíveis em junho de 2013, Onilia Araújo não foi para rua levantar cartaz. Preferiu botar a mão na massa.



Para a gaúcha de origem humilde que iniciou tarde na escola (aos nove anos, "de preguiçosa que era") e demorou para se formar (parou aos 15 para trabalhar), entrar numa faculdade sempre esteve fora de cogitação. "Quando terminei o técnico, pensava que não existia nada depois disso. Faculdade nem pensar!"


Mas desde cedo ela foge do padrão. Na juventude, jogava futebol (chegou a disputar por clubes de Porto Alegre) e, aos 29 anos, enfim, foi a primeira de sete irmãos a entrar na faculdade. Negra e egressa de escola pública, conquistou uma vaga na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) antes do sistema de cotas, em 2003 - na época, a instituição não registrava o ingresso de afrodescendentes, mas, em 2007, um levantamento formal apontou 137 alunos autodeclarados negros de um total de 4.192 estudantes, ou seja, apenas 3,27%. A porcentagem de estudantes vindos da escola pública, no mesmo ano, era de 31,53%.


Formada em Ciências Contábeis há seis anos e com um escritório já consolidado na capital gaúcha, Onilia lançou, no último mês de outubro, um sonho que ganhou força com as manifestações populares do outono brasileiro: uma escola.
A  Escola Convexo está voltada para crianças que têm poucas perspectivas, assim como tinha Onilia na sua infância. O projeto se define como "uma escola dentro da escola". A ideia é, no contraturno, trabalhar noções de empreendedorismo com os estudantes.

Da mesma forma que o vestibular não era uma opção considerada por Onilia, tampouco era viável pensar em empreender. Para ela, a situação nas escolas da rede pública segue pecando com essa lacuna. "O empreendedorismo é uma forma de sair da pobreza, mas essas crianças não têm essa noção", diz. Com cerca de R$ 20 mil do seu bolso, Onilia tirou o projeto do papel e, ao lado de dois parceiros, executou um projeto-piloto em uma escola estadual da zona rural de Porto Alegre e outra da rede pública de Viamão, região metropolitana.


 Sócia-proprietária de um escritório de contabilidade, Onilia tira daí seu sustento e orgulha-se de ter mais de 150 clientes. "Poderia ter comprado um apartamento, mas montei a Convexo. Pensei: 'continuo subindo ou dou uma pausa e depois subo com mais gente?'". Para a sorte de dezenas de estudantes, a empresária optou pelo segundo caminho.

Além de Onilia, a iniciativa é liderada por Bruno Bittencourt, administrador de 23 anos, e Priscila Cardoso Miranda, 26 anos e formada em Marketing. A proposta tem três pilares: comunicação, lógica e empreendedorismo. A partir dessas áreas, é possível trabalhar conteúdos de sala de aula - sem necessariamente estar dentro de uma. Na escola estadual Nehyta Martins Ramos, na capital gaúcha, os alunos decidiram qual seria o projeto desenvolvido: a recuperação de uma horta. Aprenderam a criar um plano de negócios e foram responsáveis por tudo, desde mexer na terra até captar doações nas redondezas da escola.


Assim, a iniciativa quer desenvolver líderes em comunidades carentes. "Às vezes a liderança surge de onde menos se espera", diz Onilia, lembrando de um dos meninos "daqueles impossíveis na sala de aula", que foi um dos que mais colocou a mão na massa e, para a surpresa dos tutores, ao final do projeto, apresentou os melhores resultados da turma na hora de avaliar os conteúdos trabalhados.


"Diferente de outros empresários, nós queremos ser copiados", diz Bittencourt. O sonho dos três parceiros é que toda escola da rede pública tenha uma iniciativa como a Convexo no contraturno. Para 2014, o objetivo é manter o projeto durante todo o ano na escola Nehyta Martins Ramos, trabalhando com 50 estudantes - entre crianças e alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) - cada um com um tablet. A escola Convexo iniciará suas atividades em 7 de abril, em duas salas cedidas pela instituição estadual.



Mais do que dinheiro, tempo
























 
 


E de onde virá o dinheiro para tanto? Os sócios apostam no microfinanciamento. Querem mobilizar 100 mentores por aluno. Mentores, e não apenas doadores. A ideia é que essas pessoas doem, cada uma, R$ 10 por mês ao longo de um ano e algo muito mais valioso: tempo. Interessados de qualquer área estão convidados a compartilhar com os alunos seus conhecimentos (pode ser uma aula de guitarra ou geografia) e proporcionar visitas aos seus trabalhos, para que os estudantes tenham contato com diferentes possibilidades. Envolver mães da comunidade para a confecção e venda de camisetas da Convexo também está nos planos do grupo para gerar receita para o projeto.


De 5 mil doadores, se 500 se tornarem mentores e dedicarem parte de seu tempo aos estudantes ao longo de um ano, os sócios já estarão satisfeitos. "Já nos chamaram de megalomaníacos. Mas é um sonho possível se outros colaborarem conosco", diz Bittencourt. Por enquanto, apenas 5% da meta de mentores foi conquistada (para se tornar mentor e ter detalhes sobre a aplicação dos recursos, acesse http://www.escolaconvexo.com.br/).



O padrinho



Como costuma acontecer com todo sonhador, José Pacheco também já foi tachado de megalomaníaco. Idealizador da famosa Escola da Ponte, de Portugal, ele foi a Porto Alegre para o lançamento do projeto de Onilia, Bittencourt e Priscila. Como os três não são da área da educação, foram conhecer Pacheco e sua história depois de estarem com o seu projeto já em desenvolvimento. Se deram conta, então, que suas propostas de autonomia do aluno e o rompimento com barreiras como turmas seriadas por idade já haviam inspirado outras pessoas. Com as diversas semelhanças entre os modelos, Pacheco apadrinhou a Convexo.


Sua missão, diz o educador português, é andar pelo Brasil atrás de boas iniciativas na educação e conectá-las. Das dezenas de escolas alternativas que acompanha pelo País, a mais famosa é a Escola Projeto Âncora, em Cotia (SP). A entidade que nasceu como ONG em 1995, oferecendo o serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos no contraturno escolar, passou a abrigar a escola de educação infantil e ensino fundamental em 2012 e é mantida com doações, apoios e incentivos fiscais. A maior fonte de receita é de empresas (60%), seguida por pessoas físicas (25%) e arrecadação pública (15%). Do poder público municipal, são destinados R$ 30 mil por mês, além de duas educadoras da prefeitura cedidas para a Âncora.


O Projeto Âncora, que atende mais de 200 estudantes e toda a comunidade, não tem fins lucrativos, se constitui como uma associação civil de assistência social, o que lhe permite ser beneficiado por programas como a Nota Fiscal paulista. Por meio do programa estadual que prevê a devolução de parte do ICMS recolhido no ato da compra, pessoas físicas ou jurídicas podem doar seus créditos a entidades sociais.


O benefício foi ampliado graças à ajuda da comunidade, outro pilar do projeto. Pacheco conta essa história como um exemplo bem-sucedido da harmonia entre escola e moradores: um motoboy da comunidade aproveita suas andanças por estabelecimentos comerciais e recolhe notas que estão sem CPF ou CNPJ. Para completar a força-tarefa, há outros vizinhos que também prestam serviço para a escola, digitando os dados da instituição nessas centenas de notas recolhidas e entregues à direção, garantindo mais dinheiro para a escola, explica a coordenadora-geral, Suzana Maria de Camargo Ribeiro.



Todos educadores



Ao responder quantos dos 32 funcionários e mais de 60 voluntários são professores, Suzana explica que todos são educadores. Dentro dessa lógica, a equipe é dividida entre aqueles exclusivamente da parte pedagógica e outros responsáveis por oficinas e tarefas como dirigir, cozinhar ou limpar as dependências da escola. Estes são também tutores, como Beatriz de Lima Rivera, 42 anos, a auxiliar de serviços gerais que está cursando pedagogia. Sua função como tutora é acompanhar um dos estudantes e auxiliá-lo no desenvolvimento de seu projeto dentro da escola.



O "dentro da escola" não é literal, pelo contrário. As crianças desenvolvem atividades no pátio da escola, nas casas da vizinhança, nas ruas ou qualquer espaço que faça parte do seu cotidiano. A Escola Âncora não trabalha com turmas. Crianças de diferentes idades e níveis de conhecimento aprendem juntas; cada uma organiza seu roteiro de estudos e, a partir de um desejo, propõe um projeto. Como por exemplo o estudante de 9 anos que queria construir uma bicicleta. Se fossem atender a recomendação da idade "certa" para aprender geometria, teriam de esperá-lo chegar às séries finais do ensino fundamental. "Por que perder a oportunidade de usar os raios da roda da bicicleta para ensinar esse conteúdo?", questiona Suzana.


Nesse sistema, o papel dos tutores é fundamental, são eles que vão garantir que sejam abordados todos os conteúdos dos Parâmetros Curriculares Nacionais, mas não necessariamente na ordem prevista. As oficinas que auxiliam no aprendizado na prática vão do circo ao inglês e italiano, passando por culinária, skate e confecção de brinquedos.



Escolas são pessoas



Para Pacheco, o Brasil é o futuro da educação. E a falta de dinheiro não deve ser um impedimento para tanto. "Escolas são pessoas", não cansa de repetir o educador português. Nos seus discursos, também insiste no desperdício dos recursos na educação brasileira. Ele cita o o relatório da Fiesp, de 2010 (o mais recente da entidade), segundo o qual, o País desperdiça R$ 56,7 bilhões em educação.


O sistema de financiamento da escola de Cotia não é perfeito. Mesmo com a ajuda de voluntários, não conseguem pagar o que gostariam - o objetivo é pagar o mesmo salário a todos educadores, independentemente da sua função. "Respeitamos o piso, mas sei que ainda está abaixo do mercado", diz Suzana, sem informar detalhes sobre os salários. Na Escola Âncora e também nas oficinas do contraturno, cada aluno custa cerca de R$ 750 por mês. É mais do que a média investida por estudante na rede pública básica do Brasil, R$ 4.267 por ano por aluno, uma média de R$ 355 por mês.


Contudo, ressalta Suzana, na Âncora, os alunos passam 9 horas por dia e ganham uma refeição e dois lanches. A avaliação é continuada, feita em parceria do tutor com o estudante. A entidade ainda não se submeteu ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), portanto, fica difícil compará-la pelos padrões vigentes de desempenho. Mas parece ser um bom sinal o interesse de pais que deixariam de pagar mensalidades de R$ 3 mil em escolas particulares da região para ver seu filho aprender de forma alternativa. O que não é possível na Âncora, já que a entidade atende apenas famílias de baixa renda.


"Quando começamos a escola, metade das crianças não sabia ler direito. Hoje são poucos nessa situação. Dá trabalho educar dessa forma horizontal? Claro que sim. Há uma questão cultural, que diz que tem que haver hierarquia, que quem faz a limpeza não tem nada que ver com educação e outros mitos que impedem a  verdadeira mudança que se pretende em educação. Mas, aos poucos, bem devagarinho, vamos mudando essa cultura. Todos somos educadores, dentro ou fora da escola", diz Suzana.



Microfinanciamento



Em São Paulo, a escola particular de ensino fundamental Politeia conta hoje com 22 alunos. Fundada em 2008 por dois casais e um amigo, quatro deles professores e um programador, a fonte de renda são as mensalidades de R$ 1,2 mil. Com aluguel da casa de R$ 6,5 mil, os salários dos 10 educadores, entre outros gastos, os ganhos basicamente empatam com os custos. Principalmente porque, entre os alunos de 2013, dois tinham bolsa integral e outros quatro tinham algum tipo de desconto.


























Mesmo assim, aos poucos, os sócios vão conseguindo largar seus empregos para se dedicarem exclusivamente à escola, conta uma das gestoras, Carol Sumie. Pedagoga, ela exonerou-se da rede municipal e hoje trabalha em tempo integral na Politeia. O modelo de sustentabilidade também se apoia na comunidade. Carol exemplifica: "Uma mãe fotógrafa pode trocar parte da mensalidade por trabalho, fotografando para nós. Isso se dá não só entre os pais de quem têm bolsa ou desconto, a ideia é envolver toda a comunidade".


Mesmo assim, os sócios não recuperaram todo o investimento feito desde a abertura da escola, estimado em cerca de R$ 100 mil. Com isso, os planos de ampliar a escola, que pode receber até 50 alunos na casa que ocupa hoje, são incertos, mas Carol não descarta plataformas de financiamento coletivo. "Já me falaram do Catarse, não acho uma ideia tão maluca assim… Demanda para uma educação diferente existe."


O Catarse, uma das pioneiras plataformas de financiamento coletivo no Brasil, já ajudou importantes projetos voltados à educação. Nenhum ainda tão grande como uma escola, mas produções inspiradoras como o Livro Volta ao Mundo em 13 Escolas, que arrecadou mais de R$ 50 mil para contar histórias inovadoras em educação pelo mundo e já está disponível para download gratuito. Ou ainda o Robô Barato, que vai desenvolver robôs a baixo custo para popularizar o ensino de programação e lógica de forma lúdica.



Reorganizar verbas



Coordenadora do Núcleo de Investigação e Ação Social e Educativa da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), Roseli Rodrigues de Mello entende que falta verba para a educação pública brasileira. Ela defende desde uma nova política editorial que garanta acesso à literatura de boa qualidade a todos até pagar melhor os professores e evitar que tenham que se desdobrar em diferentes turnos e escolas. Porém, acredita que a melhora na qualidade do ensino não é só questão de dinheiro.



























Especialista em comunidades de aprendizagem, conceito formalizado pela Universidade de Barcelona, afirma que o modelo, no qual estão formatadas duas escolas em São Carlos, não exige custos específicos, apenas uma reorganização de recursos já existentes. E aqui, novamente, uma gestão democrática é valiosa.


"Trazer mais gente pra ajudar a pensar problemas e soluções aumenta muito a chance de resolver esses problemas", resume Roseli.


Além da reorganização de recursos, a proposta é repensar as formas de interação dentro da escola. Isso vale para a inserção dos pais nos processos decisórios da instituição até problemas do cotidiano. Em uma das comunidades de aprendizagem de São Carlos, com as redes elétrica e de internet frágeis, havia danos nos equipamentos e mau funcionamento. Ao ouvir os relatos das professoras, um pai, formado em computação, estudou voluntariamente a infraestrutura da escola e ajudou a colocar tudo para funcionar.


Na outra instituição, quem solucionou o problema dos computadores sem internet foi um aluno. Os equipamentos não estavam em uso porque só metade da escola pega o sinal wi-fi, e os computadores estavam na outra parte. "Ao conversarem professores, alunos e voluntários, um estudante perguntou 'uai, não podemos montar a sala de computadores na parte em que pega a rede sem fio?', ideia muito simples... Trocaram uma sala de lugar, só isso".



Resultados



Roseli chama a atenção para a responsabilidade do Estado. "Constitucionalmente é direito de todo cidadão brasileiro ter uma escola pública, gratuita e de qualidade. Mas não adianta pedir mais recursos se não há formação e compromisso dos professores com os estudantes e com as comunidades", diz, insistindo na valorização do profissional.


Contudo, ela faz a ressalva de que a relação investimento e desempenho não é direta, e acredita que investimento sem resultado é desperdício. Por isso, a lógica das comunidades de aprendizagem é apostar em práticas com resultados comprovados cientificamente, seja através do Ideb ou de outras formas explícitas de avaliação reconhecidas nacionalmente ou internacionalmente. Roseli comenta que pais e alunos cobram conteúdo da escola. "Não somos nós que podemos decidir pelas crianças alheias. O familiar e o estudante têm que consensuar os conteúdos também. Na nossa experiência em São Carlos, os adolescentes dizem que querem ir pra universidade sabendo conteúdo, querem ler os livros que vão cair no vestibular", diz.


Apesar de diferenças em metodologias e avaliação, todas essas iniciativas rezam a mesma cartilha quanto ao envolvimento da comunidade. Roseli resume: "A escola sozinha não consegue se movimentar". 

fonte:  http://noticias.terra.com.br/educacao





 

 




MEC obriga faculdade a fixar local e data para receber históricos de ex-alunos

O Ministério da Educação (MEC) estabeleceu prazo de 48 horas para que a Faculdade Alvorada, com sede em Brasília, indique local e data para entrega de todos os históricos acadêmicos dos ex-alunos. A instituição foi descredenciada pelo MEC no ano passado. A determinação está em despacho do secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior, do Ministério da Educação, Jorge Araújo Messias, publicado na edição de hoje (12) do Diário Oficial da União.



Os documentos devem ser fornecidos independentemente da solicitação dos estudantes e o prazo para entrega deve iniciar em, no máximo cinco dias, e não se estender por mais de 10 dias.

O despacho registra que a Faculdade Alvorada descumpriu as determinações da secretaria de educação superior do MEC para que os históricos acadêmicos fossem disponibilizados. De acordo com o despacho, os dirigentes da faculdade argumentaram não ter como emitir os históricos devido a falta de acesso ao imóvel onde estavam os documentos e computadores da instituição em razão da terem sofrido uma ação de despejo. O texto, no entanto, diz que o ministério constatou que a emissão dos históricos independia do acesso ao imóvel, ao contrário do alegado pelos representantes legais da instituição.

A Faculdade Alvorada foi descredenciada pelo MEC em setembro do ano passado por deficiência na qualidade acadêmica, problemas econômicos e falta de instalações físicas adequadas. O ministério apontou a falta de um plano viável para continuar a oferta dos cursos e descumprimento das normas de regulação da educação superior. No final de julho do mesmo ano, a instituição havia recebido ordem de despejo por não pagar o aluguel do prédio e as aulas foram suspensas.

No edital de descredenciamento, o Ministério da Educação já havia determinado que, no prazo de dez dias, a instituição deveria publicar em dois jornais um informe indicando aos alunos o local para entrega da documentação. Estabelecia ainda que os serviços de secretaria fossem mantidos até que a totalidade dos alunos fosse atendida nos trâmites relacionados a documentos. Estudantes, no entanto, relataram dificuldades para obter os &&&históricos acadêmicos.


Agência Brasil

fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao




Estudantes brasileiros relatam experiências de intercâmbio na África

Moçambique tem atraído brasileiros em busca de novas experiências

Moçambique, país localizado no leste da África, teve sua independência recentemente declarada, em 1975. Atualmente, o país africano tem atraído pesquisadores e estudantes brasileiros em busca de novas experiências.  O intercâmbio é um momento de crescimento pessoal para a supervisora da Assessoria de Relações Institucionais e Internacionais da PUC-SP, Patrícia Shiroma. “A primeira razão para isso vem da experiência de ter de cuidar de si mesmo, gerir as economias, lidar com situações novas, conviver com pessoas de diferentes origens e com hábitos diferentes dos seus”, diz.


O pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Samuel Araújo, foi para Moçambique devido a sua pesquisa de mestrado. Mas sua relação com o país começou em 2010. Ele trabalhou como assistente de pesquisa em um projeto de cooperação universitária entre Brasil e Moçambique.

“Desde então, o país me chama muito a atenção, pois é ao mesmo tempo muito parecido e muito diferente do Brasil. Embora ambos tenham sido colonizados por Portugal, lidamos de forma muito diferente com isso. Enquanto fazemos piada dos portugueses, eles ainda os veem com muito rancor, o que pode ser explicado pelo pouco tempo em que a descolonização ocorreu”, afirma.

Da sua estadia no país, Araújo destaca também a cultura moçambicana. “Vários elementos, muitas cores, crenças e uma comida maravilhosa”, comenta. Além disso, o pesquisador diz que Maputo tem uma história que está muito bem representada nos prédios e monumentos da cidade. “O país tem uma das maiores taxas de crescimento econômico da África subsaariana combinado com problemas públicos de toda ordem, o que o fez receber muitos projetos de cooperação internacional e empresas multinacionais de todas as partes do mundo”, conta.

A estudante de direito da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (USP) e Vice-presidente de intercâmbios sociais na AIESEC de Ribeirão Preto, Raquel Altoé, escolheu fazer intercâmbio em Moçambique por ter vontade de ir para a África, aliada ao fato do país ter como idioma o português. “Como vim fazer um trabalho voluntário com crianças e mulheres muito carentes, a língua facilita muito nossa interação e nos aproxima, mostra que mesmo eu vindo de tão longe temos algo em comum”, diz. Ela pretende ficar lá por dois meses, no período de férias da faculdade. Ela conta que diariamente passa por “perrengues” por causa da língua, mesmo o idioma sendo o mesmo e ilustra algumas situações. “Banheiro é casa de banho, mata-bicho é café da manhã, giro é legal e maningue nice é algo como incrível”, conta. Ela diz que lá as pessoas falam com uma entonação diferente e no começo não entendia quase nada do que as pessoas falavam. “Nem parecia que era português”, diz.


Mesmo Moçambique tendo muitos atrativos, uma parte dos estudantes brasileiros ainda prefere ir para a Europa, mais especificamente Portugal. Entre os estudantes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) que se candidataram aos programas ofertados pela instituição em 2012, 31% escolheu ir pra França e, logo atrás, aparece Portugal, com 17%. Os EUA aparecem na terceira colocação, com 15%.

A estudante do nono semestre do curso de Engenharia Geológica da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) Katy Marilym de Matos Neves passou seis meses em Coimbra. Ela conta que foi bem recebida pelos portugueses e que teve uma boa experiência na universidade. “Eu fiz duas disciplinas, mas com uma carga horária maior. Na minha área, tem muito campo e lá eu pude conhecer um pouco da geologia de Portugal”, diz. Durante seus estudos, ela percebeu diferenças até em relação ao direcionamento do ensino. “Aqui é muito na questão exploratória. Lá eles pensam muito mais na preservação, na questão de risco ambiental”. Os professores da faculdade lhe deram apoio. “Nos campos que eu fui, o professor contava a história do país e não simplesmente a do campo. Eles têm orgulho do país deles e querem demonstrar isso”, comenta.

A Universidade de Coimbra tem um programa chamado “Buddy - adote um estrangeiro”, no qual cada aluno estrangeiro que vai estudar lá tem uma espécie de tutor. “A minha, em particular, foi muito boa. Ela me levou para conhecer a estrutura da universidade e me esclareceu várias dúvidas que eu tinha”, diz. Entre essas dúvidas, algumas relacionadas ao idioma, parecidas com as que Raquel teve em Moçambique, ocorreram com Katy Marilym em Portugal. Um exemplo que ela cita é a palavra "comboio". “Todo mundo falava em comboio, mas eu não sabia o que era. Ela me ajudou e me explicou que era um trem que podia pegar”, diz. Uma simples ação do dia a dia, como pegar outro transporte público, por exemplo, em um outro país, pode ser mais complicado do que parece. O conhecido ônibus para os brasileiros em Portugal é chamado de “autocarro”. 

fonte: http://noticias.terra.com.br