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quinta-feira, 13 de março de 2014

Você sabe, quanto é importante a Vitamina D?

Postei esse assunto aqui pra todos nós, pois descobri que tenho falta de vitamina D, e fui as pesquisas..e olhem o quanto é importante!!

Poucas substâncias servem tão completamente ao organismo quanto a vitamina D. As descobertas mais recentes da medicina indicam que praticamente todos os tecidos e órgãos se beneficiam dela. “Direta ou indiretamente, a vitamina D está relacionada a pelo menos 2.000 genes, o que comprova a sua vasta gama de benefícios”, disse o endocrinologista americano Michael Holick, professor da Universidade de Boston, o grande pesquisador do assunto e autor do livro “Vitamina D — Como um Tratamento Tão Simples Pode Reverter Doenças Tão Importantes.”

Já são conhecidos os benefícios da vitamina D na formação dos ossos e dentes. Mais recentemente, as pesquisas têm apontado seu possível efeito em diversos sistemas do corpo, como o imunológico e circulatório. E, entre eles, também o reprodutor. “Começaram a surgir alguns trabalhos mostrando alguma relação entre a vitamina D e a fertilidade desde 2008 e 2009″, afirma Jorge Haddad, especialista em reprodução assistida da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).


A revista médica European Journal of Endocrinology publicou uma revisão, conduzida por pesquisadores da Universidade Médica de Graz na Áustria, que coletou estudos de relevância sobre a relação da vitamina D com a fertilidade, publicados até outubro de 2011. A revisão apontou que há uma correlação entre menores níveis de vitamina D e a baixa fertilidade.

A deficiência de vitamina D (que afeta 76.5% de moradores na cidade de São Paulo durante o inverno, baixando para apenas 37.3% durante o verão (segundo pesquisas publicadas por pesquisadores da USP e da UNIFESP em 2010) está associada à ocorrência e à sustentação de virtualmente todas as doenças ou manifestações autoimunitárias, incluindo-se a esclerose múltipla, neurite óptica, polineuropatia, miastenia gravis, artrite reumatóide, lúpus (discóide ou eritematoso sistêmico), alergias, etc. Também encontram-se associados à deficiência de vitamina D (facilitados, induzidos ou favorecidos por ela) outros distúrbios ou doenças não autoimunitárias tais como câncer, hipertensão, diabetes da maturidade, acidentes cardiovasculares, osteopenia e osteoporose, depressão, distúrbio bipolar, esquizofrenia, infertilidade, malformações congênitas, dor crônica (incluindo-se a fibromialgia e a enxaqueca), doenças neurodegenerativas (como Parkinson e Alzheimer), sonolência excessiva, etc.
Estima-se que existe uma redução de 30 a 50% no risco de desenvolvimento de câncer colo retal, de mama e de próstata com níveis sanguíneos de 25-hidroxi vitamina D3 de pelo menos 30 ng/mL. Melhor ainda se alcançar 50 ng/mL. Outro motivo que pode diminuir os níveis de vitamina D é a obesidade , já que por ser lipossolúvel ela se estocaria na gordura corpórea e seus níveis sanguíneos estariam mais baixos. Assim, esse seria um dos motivos da maior incidência de câncer e infarto nesta população.

Alguns estudos mostram que baixas concentrações de 25-hidroxi vitamina D estão associadas ao risco aumentado para a doença cardiovascular. O desenvolvimento acelerado da aterosclerose pode estar, em parte, associado com a deficiência de vitamina D. Como já se sabe a deficiência de vitamina D é comum em idosos e tem sido implicada em desordens psiquiátricas e neurológicas e foi associada pior desempenho do raciocínio e memória.

Evidências epidemiológicas recentes indicam que o autismo é provavelmente causado ou pelo menos grandemente facilitado pela deficiência grave de vitamina D ocorrendo durante a gestação da criança afetada. Atualmente existem inúmeras fontes científicas que evidenciam necessidade de não se permitir que quaisquer pessoas (sejam pacientes portadores ou não dessas doenças ou distúrbios) sejam mantidos com deficiência de vitamina D.

Mas a deficiência de vitamina D ainda é um problema de saúde mundial. A principal fonte de vitamina D para a maioria dos seres humanos é a exposição solar.
Fatores que influenciam a produção cutânea de vitamina D incluem o uso de protetor solar, pigmentação da pele, hora do dia, estação do ano, latitude, e envelhecimento. São indivíduos com maior risco de apresentar deficiência de vitamina D e maior risco de sofrerem complicações graves decorrentes dessa alteração metabólica, aqueles:

1) Com idade avançada (a pele de um indivíduo idoso de 70 anos produz apenas um quarto da quantidade de vitamina D produzida por um jovem de 20 anos de idade);

2) Com sobrepeso (a gordura acumulada sob a pele sequestra a vitamina D da circulação; em geral a necessidade de vitamina D nesses indivíduos é duplicada em relação a uma pessoa com peso normal para a mesma estatura);

3) Com pele escura (a melanina reduz a absorção dos raios solares matinais produtores de vitamina D), por isso devem se expor ao sol com maior frequência ou por um maior período de tempo, para garantir a produção ideal da vitamina.

4) Que trabalham ou estudam ou exercem suas atividades rotineiras exclusivamente em ambientes confinados, isolados da luz solar da manhã ou do final da tarde;

5) Que, mal orientados, utilizam filtros solares de forma indiscriminada, em horários (tais como no período inicial da manhã) em que a exposição solar é absolutamente necessária para a abundante produção de vitamina D na pele descoberta e para preservação da saúde (fator de proteção solar de nível 8 reduz em 90% a produção de vitamina D; o uso de fator de proteção de nível 15 reduz em 99% essa produção).

Alguns alimentos possuem uma quantidade significativa de vitamina D, naturalmente, e são alimentos que talvez você não queira exagerar como manteiga, nata, gema de ovo e fígado. Mas existem algumas boas fontes dessa vitamina. Todo tipo de leite, inclusive o desnatado, pode ser fortificado com vitamina D em cerca de 100 UI por xícara. No Brasil, essa fortificação não é obrigatória. Alguns fabricantes também fortificam cereais. O óleo de fígado de bacalhau, como suplemento, possui aproximadamente 1.200 UI de vitamina D por colher de sopa. Entretanto, ele deve ser usado com cuidado como um suplemento alimentar, pois também contém níveis elevados de vitamina A, que, em excesso, pode ter efeitos tóxicos.
Diagnóstico: Determinação dos níveis sanguíneos de 25-hidroxi vitamina D3 é a principal forma de se avaliar o status da vitamina D. Antes de realizar esse exame, recomenda-se fazer um jejum de 4 horas. Os seus valores de referência são de 30 a 100 ng/mL. Níveis ótimos vão de 50 a 100 ng/mL.



Tratamento: O tratamento com vitamina D deve ser controlado por um médico. O excesso da vitamina pode ser prejudicial à saúde, causando problemas como danos ao coração e fragilidade nos ossos.

Fontes:
http://www.robertofrancodoamaral.com.br
http://www.institutodeautoimunidade.org.br/index.html
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/0306987786900101
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2945184/
http://eje-online.org/content/146/6/777.long
Unger, M.D., Cuppari, L., Titan, S.M., Magalhaes, M.C., Sassaki,A.L., dos Reis, L.M., Jorgetti, V., Moyses, R.M. Vitamin D status in a sunny country: where has the sun gone? Clinical nutrition 2010; 29,784-788.
Kimball, S.M., Ursell, M.R., O’Connor, P., Vieth, R. Safety ofvitamin D3 in adults with multiple sclerosis. American Journal ofClinical Nutrition 2007; 86:645-651.
Garland, C.F., French, C.B., Baggerly, L.L., Heaney, R.P. Vitamin Dsupplement doses and serum 25-hydroxyvitamin D in the range associatedwith cancer prevention. Anticancer Research 2011; 31:607-11.