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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Marcia de Luca acredita que as amizades 'nos ajudam a viver mais e melhor'

Nossa colunista defende, baseada em pesquisas realizadas, que as amizades femininas ajudam a acalmar e reduzir o estresse 



Existem no nosso planeta vários povos extremamente longevos,e eles moram em diferentes regiões espalhadas pelo mundo. Muitas pesquisas foram realizadas na tentativa de descobrir fatores que se repetem nas referidas comunidades. A pergunta que guia todos os estudos é: afinal, o que fazem os moradores de todos esses lugares para viver mais e melhor?

Certas particularidades foram descobertas, muitas já bem difundidas, como a alimentação equilibrada, os exercícios moderados e regulares, os pensamentos positivos e um bom copo de vinho tinto. A meu ver, no entanto, uma coisa que verdadeiramente faz a diferença para uma longevidade com qualidade de vida (sim, porque ninguém merece viver mais e pior, não é mesmo?)é o bom convívio com familiares e amigos. As pessoas que compartilham a vida com outras, essas, sim, serão sempre mais felizes e viverão mais.

Pense no contrário. Você já ouviu falar que solidão mata? Pois é mesmo muito triste estar e se sentir sozinha, abandonada, sem nenhum apoio. A troca que ocorre no convívio com quem nos conforta eleva nossa autoestima, nos protege e,mais ainda, dá a maior força ao nosso sistema imunológico graças à liberação de enzimas e peptídeos benéficos.É como se fôssemos inundados por partículas de luz.


Fica clara a importância de cultivar as amizades, especialmente as femininas. Quando uma mulher procura um ouvido amigo de outra promoverá uma purificação emocional e alavancará seu crescimento. Não vai aqui qualquer sexismo, mas um bom ombro feminino é insubstituível. São as amigas mulheres que compreendem e confortam o nosso frequentemente tumultuado mundo interior. São elas que preenchem as lacunas dos nossos relacionamentos com os homens.

Definitivamente, a amizade entre mulheres reduz o stress - que, por sua vez, desencadeia um número imenso de doenças. Uma pesquisa encabeçada pela médica americana Laura Cousino Klein, Ph.D. em saúde biocomportamental eprofessora da Penn State University, sugere que a resposta feminina ao stressé mais sofisticada do que a masculina. Eles tendem ao mecanismo primitivo de lutar ou fugir. Já nós, diante de uma situação de tensão, perigo, ansiedade ou algo assim, reagimos cuidando de crianças ou nos reunindo a outras mulheres.E, quando buscamos o apoio de pares, nosso organismo libera mais oxitocina, substância neutralizadora do stress que produz efeito calmante. Ou seja, literalmente, as amigas nos ajudam a viver mais e melhor.

Talvez seja interessante pensar nisso antes de adiar mais uma vez o almoço com uma velha amiga. Convoco todo mundo a mudar velhos padrões, que nos levam a repetir e acreditar que nunca temos tempo para nada. Vamos abraçar todas as oportunidades capazes de nos proporcionar encantamento e leveza? Nesses encontros, liberamos sentimentos negativos, que poderiam nos fazer mal se ficassem arraigados em algum lugar dentro de nós.

É dito que alegria compartilhada é alegria multiplicada e que tristeza compartilhada é tristeza passada adiante. Acredito, de verdade, que a comunicação é um excelente remédio para resolver as tensões. Aliás, para quando mesmo você marcou seu próximo almoço com aquela amiga tão especial?
fonte: http://claudia.abril.com.br