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terça-feira, 8 de outubro de 2013

"Estamos ficando cada vez mais burros", diz Fagundes sobre internet

Conhecido por decorar os textos das novelas na hora de gravar, Antonio Fagundes explicou como é seu método de trabalho no "Encontro" desta terça (8). O programa falou sobre a memória ou a falta dela.

"Já tentei inclusive organizar uma teoria. A letra foi a última coisa que a gente aprendeu na língua. A gente começou com conceitos, que depois viraram fonemas. E a língua revolucionou o mundo com 23 caracteres. Aprendemos o 'a, e, i o, u'. O analfabeto funcional é isso: ele sabe ler, mas não entende. Minha primeira leitura é conceitual. Leio o que a cena quer dizer dentro do capítulo. Depois as palavras vêm fáceis. Estou vendo o que o autor quis dizer naquela cena. A partir daí sei o que ele quer dizer", explicou.


Avesso a computadores, Fagundes criticou o uso frequente da internet para checar informações. "A internet cria a memória de curto prazo. Você joga lá o que quer saber e descobre. Mas se dez minutos depois você tiver que retomar essa informação vai ter que digitar outra vez. Não passa para sua memória de longo prazo. Estamos ficando, talvez, cada vez mais burrinhos", opinou.

Fagundes lembrou que a condição natural do homem é a dispersão. "Há milhares de anos a comida passava correndo ou alguém ia te comer. O foco é uma coisa recente. A gente começou a focar há 500 anos, com Gutenberg. O computador está fazendo a gente retornar à desatenção original. Eu odeio computador", destacou o ator, contando que tem uma agenda em que anota tudo.

Em cartaz com a peça "Tribos", em São Paulo, ao lado do filho Bruno Fagundes – que também participou do "Encontro" – o ator contou que decorar no teatro é completamente diferente.

"No teatro, a gente fica um mês ensaiando e às vezes quando está perto da estreia ainda não consegui decorar. É um processo de aprofundamento. Tem que repetir a cada dia como se fosse a primeira vez. É mais difícil, exige um aprofundamento que não dá para decorar rapidamente. Tem que entender exatamente o que quer dizer cada uma das palavras", afirmou.¨
O ator também falou sobre "Amor À Vida" e opinou sobre com quem acha que seu personagem ficaria melhor na trama: Pilar (Susana Vieira) ou Aline (Vanessa Giácomo).

"Eu acho que com nenhuma ele ficaria bem. Ou com todas, como ele está tentando administrar. Ele é árabe, né?", brincou.

Fagundes disse que o problema que Walcyr Carrasco, autor da novela, está tratando é a disputa do poder e a herança dentro do hospital San Magno.

"Quando começa assim o amor não resiste. É a briga pelo poder mesmo", disse ele, garantindo não saber o futuro de César na Novela. "Costumo brincar que só Deus, que é Walcyr Carrasco, que é o nosso Deus, sabe. E parece que tem muita história para rolar", despistou.
fonte: http://celebridades.uol.com.br/