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terça-feira, 9 de abril de 2013

Entenda o porquê do tomate estar tão caro

Seca no nordeste, chuvas no Centro-Sul e redução de área plantada levaram o preço da fruta para as alturas....


Em um ano, o quilo do tomate extra, tipo mais comum, ficou 200% mais caro no Grande Recife. Saltou de R$ 1,20 em março de 2012, para R$ 3,60 o quilo ontem, segundo cotação da Ceasa-PE. Nos supermercados e quitandas, o preço, ontem, girava em torno de R$ 4,50, mas chegou há alguns dias a cravar impensáveis R$ 10 o quilo em alguns locais. Oficialmente, no País, a alta medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de 89,4% nos 12 meses encerrados em fevereiro. Já o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aponta 99,48% de variação anual para o tomate na capital pernambucana.


Eis que aconteceu o inesperado. Em um cenário de produção intencionalmente encolhida, as regiões produtoras do Centro-Oeste, Sul e Sudeste, foram castigadas com muita chuva no segundo semestre e a queda se acentuou além da conta. No Nordeste, especialmente na Bahia e em Pernambuco (oitavo maior produtor do Brasil) a seca foi o motivo para o revés no cultivo. No Estado, os principais municípios produtores estão no Agreste e Sertão, onde a estiagem é mais severa.

“Se compararmos os três primeiros meses de 2013 com o mesmo período de 2012, a oferta na Ceasa-PE caiu 15,59%, de 12,7 mil toneladas para 10,80 mil toneladas. Há ainda um maior custo de produção, especialmente com o encarecimento da mão de obra. E agora em abril começa a entressafra em Pernambuco e na Bahia, que segue até julho. Vamos experimentar maior dificuldade para encontrar tomate, precisando comprá-lo do Centro-Sul, com o frete mais caro por conta do reajuste do diesel”, resumiu o diretor técnico-operacional da Ceasa-PE, Paulo de Tarso Dornelas de Andrade.






Preços do tomate tendem a cair em maio, prevê analista
Queda será motivada pelo pico de produção da safra de inverno do fruto entre maio e junho.


Os preços do tomate tendem a cair em maio, com a chegada ao mercado da safra de inverno. A previsão é do analista Fabrício Quinalia Zagati, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), que tem uma equipe dedicada ao acompanhamento diário do mercado brasileiro dos produtos hortifrutícolas. Com o pico de produção da safra de inverno do fruto entre maio e junho, o consumidor deve pagar menos pelo produto nos próximos meses, aliviando a pressão sobre a inflação.

Na opinião de Zagati, apontar o tomate como o "vilão da inflação" é uma injustiça com o agricultor, pois em abril do ano passado o preço do fruto na roça era de R$ 12 a caixa de 22 quilos. O valor era insuficiente para cobrir o custo de produção. Ele argumenta que o produtor neste ano chegou a receber R$ 100 pela caixa de tomate justamente por causa do desestímulo provocado pelos baixos preços do ano passado, que levaram a uma redução de 20% na área da safra de verão, que foi plantada no segundo semestre e colhida a partir de dezembro de 2012.

O analista afirmou que nos contatos diários com as fontes de mercado o Cepea apurou que, mesmo com os altos preços do tomate nos primeiros quatro meses deste ano, a expansão da área não deve ser expressiva no plantio de inverno, por causa do temor de que o excesso de oferta mais uma vez pressione os preços e também devido à limitação de área disponível e à falta de mão de obra. A estimativa é de aumento de área entre 3,5% a 5% nas principais regiões produtoras. A colheita iniciou em março em Araguari (MG), Sul de Minas, Paty do Alferes (RJ) e norte do Paraná, as primeiras a ofertar o fruto de inverno. A partir deste mês começou entrar no mercado o produto de Mogi Guaçu e Sumaré (SP), Itaocara (RJ) e Pará de Minas (MG). Em maio começa a colheita em São José de Ubá (RJ).

Zagati não acredita que a isenção da tarifa de importação de 10% seja suficiente para resolver o problema de alta de preços do tomate com a vinda de produtos do exterior. Ele considera difícil a importação da China, por causa da questão de preços para colocar o produto no mercado brasileiro e também de qualidade, pois o tomate de mesa é um produto de "vida de prateleira curta". A tendência para os próximos meses é de queda de preços do tomate, mas os valores devem ser superiores aos da safra de inverno do ano passado, diz o analista.



fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br