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quarta-feira, 6 de março de 2013

Vale dos Vinhedos no Rio Grande do Sul!


O Vale
Seja bem-vindo ao Vale dos Vinhedos, um roteiro que congrega opções para o melhor do enoturismo brasileiro. 

Localizado na Serra Gaúcha e inserido no encontro dos municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul, o Vale representa o legado histórico, cultural e gastronômico deixado pelos imigrantes italianos que chegaram à região em 1875, em perfeita harmonia com as modernas tecnologias para produção de uva e vinhos finos e infraestrutura turística de alta qualidade.

Com paisagens apaixonantes que apresentam diferentes tonalidades nas quatro estações do ano, o Vale dos Vinhedos encanta também pela hospitalidade de seus moradores e pela qualidade dos serviços e produtos oferecidos.

Pequenas propriedades rurais compartilham o território com vinícolas de diferentes portes, contemplando desde cantinas familiares, boutiques e de garagem, assim como grandes empresas que contam com parcerias internacionais. 

Os vinhos do Vale dos Vinhedos apresentam identidade, sendo os únicos no Brasil a deterem Denominação de Origem. A região foi a primeira no país a ser reconhecida como Indicação Geográfica, sendo garantida pela Aprovale a origem dos vinhos finos aqui produzidos. 

As vinícolas e atrações situadas no vale estão abertas à visitação ao longo de todo o ano. Assim como podem ser realizadas visitas guiadas, degustações comentadas e jantares harmonizados. Complementando a oferta turística, hotéis, pousadas, restaurantes, bistrôs, ateliês de arte, armazéns de queijos, doces e geleias coloniais e gourmet estão distribuídos ao logo da rota que reserva inúmeras outras atrações aos que ingressam neste vale encantador.

História
A religiosidade sempre esteve presente entre os imigrantes italianos. Em cada comunidade que formavam a primeira construção era uma capela ou igreja. No Vale dos Vinhedos não foi diferente. Em 1880, ergueu-se a primeira capela do Vale. Construída em pedra bruta e coberta por pequenos pedaços de tábua, foi mantida assim até 1928, quando foi substituída pela construção atual denominada Capela das Almas.

Já no início do século XX foi construída a Capela Nossa Senhora das Neves. Conta a história que sua construção aconteceu num período de intensa seca que durou cerca de dois anos. Segundo a história, os moradores decidiram utilizar o vinho estocado das safras anteriores na preparação da argamassa para a construção da Capela. Assim, no decorrer do tempo, outras capelas surgiram, iniciando um processo de colonização do vilarejo. O roteiro do Vale dos Vinhedos preserva até hoje inúmeros capitéis que traduzem a religiosidade do povo que colonizou a região.
Gerações passaram desde a chegada dos primeiros imigrantes e muitas das famílias que ali se instalaram continuam perpetuando o trabalho e a cultura vitivinícola implantada, buscando sempre a qualidade e o aprimoramento do produto elaborado. A região é atualmente dividida por comunidades, que trazem denominações das capelas construídas pelos primeiros colonizadores.

Visitar o Vale dos Vinhedos é penetrar no coração da história italiana e vivenciar, através dos monumentos e do ambiente sugestivo, um passado relativamente jovem.
Depois da criação da Aprovale, em 1995, o turismo no Vale dos Vinhedos cresceu vertiginosamente. A cada ano, novos investimentos são feitos para melhorar e ampliar a estrutura de atendimento ao visitante. Hoje, a região oferece, além de dezenas de vinícolas, hotéis, pousadas, restaurantes e queijarias, além de moda em couro e artesanato.

A evolução vitivinícola da região

O pioneiro da viticultura no Rio Grande do Sul foi o padre jesuíta Roque Gonzáles de Santa Cruz. Ele trouxe cepas de origem espanhola, por volta de 1620, quando fundou a Redução Cristã de San Nicolao, na margem esquerda do Rio Uruguai. Essas videiras desapareceram quando as missões jesuíticas foram destruídas pelos bandeirantes paulistas.

A segunda tentativa vitivinícola no RS foi feita na metade do século XVIII com a imigração açoriana no litoral gaúcho. Os açorianos trouxeram vinhas de origem portuguesa. A região litorânea, por ser baixa e úmida, não foi propícia ao desenvolvimento vitícola e, portanto, essas vinhas não vingaram.

O interesse pela viticultura foi novamente evidenciado com a chegada dos imigrantes alemães, entre os quais muitos eram apreciadores de vinho. Esses imigrantes se estabeleceram nos limites de São Leopoldo e São Sebastião do Caí. As videiras cultivadas eram de origem americana, sendo plantada principalmente a uva Isabel. 

O vinho produzido por eles era destinado ao consumo doméstico.

Quando os imigrantes italianos chegaram, em 1875, obtiveram as mudas dos alemães, pois as que eles haviam trazido na bagagem secaram durante a viagem, ou então, por serem variedades viníferas, não se adaptaram facilmente à nova terra e acabaram morrendo.

Já a variedade Isabel cresceu sadia e vigorosa, devido à fertilidade do solo, à umidade e ao sol quente do verão da Serra. O desenvolvimento da videira fez o imigrante se reencontrar com sua terra de origem e representou a fixação destes na nova pátria.

A partir de 1886, um grupo de produtores de uvas de Caxias do Sul começou a importar variedades viníferas europeias, iniciando um movimento no sentido de dotar a vitivinicultura da época de melhores castas.

No início do século XX, a produção de vinho cresceu até o ponto em que os mercados local e regional foram insuficientes para absorver toda a oferta, sendo preciso buscar novas saídas para o excedente. Assim, pela primeira vez, dois imigrantes italianos, Antônio Pieruccini e Abramo Eberle, se aventuraram em uma expedição para comercialização do vinho gaúcho em São Paulo. A partir daí, a colônia italiana pôde expandir a produção vitivinícola e passou a fornecer vinhos a outros estados. A vitivinicultura tomou outro grande impulso com a ligação ferroviária de Montenegro a Caxias do Sul, concluída em 1910, que permitiu o transporte de vinho de trem até Porto Alegre.














Em 1928, por obra da visão de Oswaldo Aranha, Secretário da Fazenda, era oficializado o Sindicato do Vinho. Este tinha por objetivo, além de congregar e defender os interesses dos vitivinicultores, intervir no setor como órgão regulador da oferta e da procura, mantendo, assim, a ordem dos preços e da qualidade. Em 1929, foi criada a Sociedade Vinícola Riograndense Ltda, órgão comercial do Sindicato do Vinho, que atuava no sentido de melhorar a imagem, a reputação e a cotação do vinho gaúcho no Rio de Janeiro e em São Paulo.

A reação dos colonos à Sociedade Vinícola Riograndense levou ao surgimento de cooperativas vitivinícolas em toda a região, entre elas a Forqueta, a Aurora e a Garibaldi.
A formação de cooperativas levou a uma expansão da vitivinicultura, criando uma competição salutar e estimulando o crescimento e o aperfeiçoamento do setor. Em 1967, foi fundada a União Brasileira de Vitivinicultura – a Uvibra – que é a entidade de classe que reúne e congrega as empresas e entidades setoriais da vitivinicultura do país.

As décadas de 60 e 70 foram marcadas pela entrada de empresas internacionais como Chandon, Maison Forestier, Martini, National Distillers, Chateau Lacave, Welch Foods (Suvalan), entre outras, na produção e comercialização de vinhos e sucos. Foi um período de adaptação das variedades viníferas, de crescimento na comercialização do vinho fino, com investidas no mercado externo, principalmente com os sucos.

                                                                                                                                                                  

A partir dos anos 90, a tecnologia se disseminou entre o setor vitivinícola gaúcho, chegando até as pequenas vinícolas. 
Estes começaram a controlar as fermentações, a utilizar leveduras e enzimas e usar tanques de aço inoxidável. É uma década marcada também pelo fortalecimento de vinícolas familiares. Estas deixam de vender sua uva para as grandes vinícolas e passam a utilizá-la para fazer seu próprio vinho e comercializá-lo.
O Vale dos Vinhedos, localizado entre os municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul, é a primeira região do Brasil a obter Indicação de Procedência de seus vinhos finos, exibindo o Selo de Controle em vinhos e espumantes elaborados pelas vinícolas associadas. Criada em 1995, a partir da união de seis vinícolas, a Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale) já surgiu com o propósito de alcançar uma Denominação de Origem. No entanto, era necessário seguir os passos da experiência, passando primeiro por uma Indicação de Procedência.

O pedido de reconhecimento geográfico encaminhado ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) em 2000 foi alcançado somente em 2002. Neste período, foi necessário firmar convênios operacionais para auxiliar no desenvolvimento de atividades que serviram como pré-requisito para a conquista da Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos (I.P.V.V.). O trabalho resultou no levantamento histórico, mapa geográfico e estudo da potencialidade do setor vitivinícola da região.
nquanto a Universidade de Caxias do Sul (UCS) e as unidades da Embrapa Uva e Vinho, Clima Temperado e Florestas trabalhavam na delimitação geográfica, traçando o perfil do Vale dos Vinhedos com estudos sobre questões topográficas, topoclimáticas e mapa de solos, as vinícolas investiam em mecanismos para melhorar a qualidade da uva e, consequentemente, dos vinhos, além de ampliar a estrutura para o incremento do enoturismo. 

A gestão, manutenção e preservação da indicação geográfica regulamentada passou a ser responsabilidade do Conselho Regulador, criado em 2001. A partir daí, foi criado um autorregulamento, aprovado pelos associados, que representa a garantia de origem e qualidade dos vinhos do Vale dos Vinhedos ao consumidor.
Surgiu, então, o Selo de Controle Vale dos Vinhedos, outorgado pelo Conselho Regulador, exclusivamente, para os vinhos e espumantes elaborados a partir de uvas provenientes do Vale dos Vinhedos e engarrafados na sua origem, além de terem que ser aprovados em rigorosos testes realizados por um grupo de especialistas composto por técnicos da Embrapa Uva e Vinho e da Aprovale. Os selos têm número para controle e eram aplicados nas garrafas, distinguindo-a das demais.

A conquista da Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos tornou-se garantia de origem com qualidade do Vale dos Vinhedos. Este título trouxe enormes vantagens para o viticultor e vinicultor, especialmente para os consumidores e visitantes do Vale.
Com a I.P.V.V. o mercado ganhou um produto de maior valor agregado, gerando confiança ao consumidor que sabe que vai encontrar vinhos e espumantes de qualidade com características regionais. O Selo de Controle da I.P.V.V. identificava, até então, o produto do Vale dos Vinhedos.
I.P.V.V. Ano-a-Ano

Indicação de Procedência - 2001
Quantidade de solicitantes: 10 empresas associadas
Variedade de produtos solicitados: 35 diferentes vinhos
Quantidade de amostras aprovadas: 23 vinhos (5 brancos e 18 tintos)
Volume de vinhos aprovados: 1,18 milhão de litros
Vinho com Indicação de Procedência: 1.574.897 garrafas de 750ml

Indicação de Procedência - 2002
Quantidade de solicitantes: 15 empresas associadas
Variedade de produtos solicitados: 13 diferentes vinhos
Quantidade de amostras aprovadas: 48 vinhos de todas solicitantes
Volume de vinhos aprovados: 1.590.730 litros

inho com Indicação de Procedência: 2.120.973 garrafas de 750 ml

Indicação de Procedência - 2003
Quantidade de solicitantes: 14 empresas associadas
Quantidade de amostras aprovadas: 45 vinhos de todas solicitantes
Volume de vinhos aprovados: 1.487.644 litros
Vinho com Indicação de Procedência: 1.983.525 garrafas de 750 ml

Indicação de Procedência - 2004
Quantidade de solicitantes: 14 empresas associadas
Quantidade de amostras aprovadas: 61 vinhos
Volume de vinhos aprovados: 1,18 milhão de litros
Vinho com Indicação de Procedência: 2.349.333 garrafas de 750ml

Indicação de Procedência - 2005
Quantidade de solicitantes: 13 empresas associadas
Quantidade de amostras aprovadas: 46 vinhos – todos aprovados
Volume de vinhos aprovados: 1.747.015 litros
Vinho com Indicação de Procedência: 2.329.353 garrafas de 750ml

Indicação de Procedência - 2006
Quantidade de solicitantes: 11 empresas associadas
Quantidade de amostras aprovadas: 27 vinhos
Volume de vinhos aprovados: 1.313.394 litros
Vinho com Indicação de Procedência: 1.751.192 garrafas de 750ml

Indicação de Procedência - 2007
Quantidade de solicitantes: 14 empresas associadas
Quantidade de amostras aprovadas: 32 vinhos
Volume de vinhos aprovados: 1.239.500 litros
Vinho com Indicação de Procedência: 1.652.667 garrafas de 750ml
Indicação de Procedência - 2008
Quantidade de solicitantes: 13 empresas associadas
Quantidade de amostras aprovadas: 34 vinhos
Volume de vinhos aprovados: 1.558.063 litros
Vinho com Indicação de Procedência: 2.077.418 garrafas de 750ml

Indicação de Procedência - 2009
Quantidade de solicitantes: 09 empresas associadas
Quantidade de amostras aprovadas: 34 vinhos
Volume de vinhos aprovados: 184.900 litros
Vinho com Indicação de Procedência: 246.533 garrafas de 750ml










Fonte: Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos - APROVALE
Obrigatória a citação da fonte APROVALE na divulgação do presente documento.

fontes:  
http://www.skyscrapercity.com/ (fotos)
http://www.valedosvinhedos.com.br/