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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Consumismo! Pode ser disburbio psicológico?

Com a chegada das férias, do Natal e do ano-novo, o movimento nos shoppings, lojas, e comércio em geral aumenta, já que a vontade de presentear familiares, amigos, e a si mesma ganham grandes proporções. O problema é quando as compras saudáveis de fim de ano se tornam algo mais sério, como a compulsão consumista.
A obsessão por consumir, de acordo com a psicóloga comportamental Marisa de Abreu, é identificada quando ocorrem prejuízos de qualquer natureza: pessoal, social ou financeira. “Identificamos o consumo descontrolado ou comportamento obsessivo quando a pessoa percebe que está adquirindo itens que nunca irá usar, que não cabem em seu armário ou pelos quais ela não pode pagar”, diz Marisa.
As diferenças entre quem gosta de gastar e de quem é consumista compulsiva são muito sutis. Por isso, para o correto diagnóstico o que conta mesmo é a quantidade das compras e a intensidade com que se recorre a elas para obter a sensação de prazer e bem-estar. “Em geral, o compulsivo tem carências afetivas e o consumo se torna uma forma de dar vazão a essas necessidades”, diz a psicóloga.
Dicas para gastar menos
Para não cair na tentação de gastar muito e viver bem com menos, Marisa explica que é preciso ter consciência de que é muito mais gostoso gastar apenas o que se pode em um dia e viver os outros 364 em paz com a sua conta bancária, do que gastar o que não se pode e passar o resto do ano sofrendo por ter feito uma compra desnecessária. “O bacana é intensificar a sensação de prazer feita em cada compra”, aconselha.
Uma das dicas antes de sair de casa é fazer uma lista do que irá se comprar e, ao lado, escrever qual será o orçamento destinado às compras. “Estude esse orçamento, mantenha firme sua proposta e, quando estiver comprando, não olhe para o que não está na lista”, indica a psicóloga.

Já em casos mais graves, o tratamento psicológico indicado para o distúrbio é a terapia cognitiva comportamental, que treina os padrões de pensamentos e sensações que levam à compulsão. Eles são analisados e substituídos por outros pensamentos funcionais. O psicólogo, dessa maneira, desenvolve tarefas nas quais o comportamento compulsivo é enfraquecido por meio de enfrentamentos nunca antes vividos pelo paciente.
Mulheres gastam mais?
Segundo a psicóloga, em geral, as mulheres são mais consumistas do que os homens por serem mais sensíveis e emocionais. “Por mais que os homens sejam os “caçadores e provedores” da família, elas administram o quanto de suprimentos é necessário para o consumo”, compara.
Além disso, ela observa que tanto homens quanto mulheres gastam mais do que podem como forma de serem aceitos pelos outros e por si mesmos, carência que pode e deve ser superada. “É importante lembrar que o seu valor como pessoa não está relacionado ao valor de suas aquisições”, finaliza a psicóloga.
Pesquisa Site do Terra.