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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Transtorno Bipolar!

Agatha Christie, Elizabeth Taylor e Marilyn Monroe. Você sabe o que há em comum entre essas personalidades? As três sofreram de transtorno bipolar, assim como aproximadamente 8% da população mundial e até 15 milhões de brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB). Mas, mesmo diante do diagnóstico, elas conseguiram levar uma vida normal, além de conquistar o sucesso profissional e pessoal.
O problema, de acordo com Antônio Geraldo, presidente da ABTB, ainda é muito estigmatizado. "Muitos acreditam que seja uma fraqueza emocional, outros a atribuem como falta de cuidados dos pais ou falta de vontade. Há ainda aqueles que dizem ser resultado do pecado", afirma. Ele aponta que apenas 10% da população reconhece o transtorno bipolar como ele verdadeiramente é.
O que é?
O transtorno bipolar é caracterizado por alterações de humor que se manifestam como episódios depressivos, alternando-se com episódios de euforia em diversos graus de intensidade. "Uma doença de base genética", destaca Geraldo. Estudos revelam inclusive que 50% dos portadores apresentam pelo menos um familiar afetado, e filhos de portadores apresentam chance maior de apresentar a doença.
O grande risco da doença está na falta de tratamento, conforme alerta Luciana Sarin, professora do Programa de Distúrbios Afetivos e Ansiosos da Universidade Federal de São Paulo (PRDAF/Unifesp). "Em torno de 69% dos pacientes são diagnosticados incorretamente e 35% esperam dez anos ou mais pelo diagnóstico correto", relata.
Além de ser um das maiores causas de incapacitação no mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), quando a falta de diagnóstico amplia as chances de mortalidade. Estima-se que até 50% dos portadores tentem o suicídio ao menos uma vez em suas vidas e 15% efetivamente o cometam. "Doenças clínicas como obesidade, diabetes, e problemas cardiovasculares também podem ser mais frequentes entre as pessoas que sofrem do transtorno", acrescenta Geraldo. 

Psiquiatra só ajuda
Portanto, Luciana recomenda a procura de um psiquiatra sempre que for notada qualquer mudança no padrão do comportamento. "Fique atento a desânimos ou agitações fora do normal, insónia, menor necessidade do sono, aumento de energia, pressão deideais (boas ou angustiantes), consumismo exagerado e irritação desproporcional", alerta a professora.
Enquanto o transtorno unipolar afeta duas mulheres a cada homem, a procedência do transtorno bipolar é igual entre os gêneros. O início dos sintomas na infância e na adolescência é cada vez mais descrito. Mas, a maior incidência, segundo Geraldo, está entre os 25 e 35 anos. "O tratamento inclui a prescrição de um ou mais estabilizadores do humor", afirma ele.
O tratamento, no entanto, deve ser contínuo. "Assim como o diabetes e hipertensão, o paciente precisará tomar medicamentos o resto da vida", destaca a pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Thaís Martini. Pesquisas revelam que de 15 a 46% dos pacientes recaem por não tomar de maneira adequada a medicação. "No entanto, diversas pesquisas são conduzidas na área o que pode representar boas chances de ser encontrada uma cura no futuro", completa Thaís.
Ter acompanhamento terapêutico, fazer exercícios aeróbicos e manter uma alimentação mais saudável também podem auxiliar o tratamento e evitar recaídas, como afirma a professora Luciana: "Quando o tratamento é levado a sério, é possível ter uma vida completamente normal."
Agência Hélice,
Especial para o Terra

Consumismo! Pode ser disburbio psicológico?

Com a chegada das férias, do Natal e do ano-novo, o movimento nos shoppings, lojas, e comércio em geral aumenta, já que a vontade de presentear familiares, amigos, e a si mesma ganham grandes proporções. O problema é quando as compras saudáveis de fim de ano se tornam algo mais sério, como a compulsão consumista.
A obsessão por consumir, de acordo com a psicóloga comportamental Marisa de Abreu, é identificada quando ocorrem prejuízos de qualquer natureza: pessoal, social ou financeira. “Identificamos o consumo descontrolado ou comportamento obsessivo quando a pessoa percebe que está adquirindo itens que nunca irá usar, que não cabem em seu armário ou pelos quais ela não pode pagar”, diz Marisa.
As diferenças entre quem gosta de gastar e de quem é consumista compulsiva são muito sutis. Por isso, para o correto diagnóstico o que conta mesmo é a quantidade das compras e a intensidade com que se recorre a elas para obter a sensação de prazer e bem-estar. “Em geral, o compulsivo tem carências afetivas e o consumo se torna uma forma de dar vazão a essas necessidades”, diz a psicóloga.
Dicas para gastar menos
Para não cair na tentação de gastar muito e viver bem com menos, Marisa explica que é preciso ter consciência de que é muito mais gostoso gastar apenas o que se pode em um dia e viver os outros 364 em paz com a sua conta bancária, do que gastar o que não se pode e passar o resto do ano sofrendo por ter feito uma compra desnecessária. “O bacana é intensificar a sensação de prazer feita em cada compra”, aconselha.
Uma das dicas antes de sair de casa é fazer uma lista do que irá se comprar e, ao lado, escrever qual será o orçamento destinado às compras. “Estude esse orçamento, mantenha firme sua proposta e, quando estiver comprando, não olhe para o que não está na lista”, indica a psicóloga.

Já em casos mais graves, o tratamento psicológico indicado para o distúrbio é a terapia cognitiva comportamental, que treina os padrões de pensamentos e sensações que levam à compulsão. Eles são analisados e substituídos por outros pensamentos funcionais. O psicólogo, dessa maneira, desenvolve tarefas nas quais o comportamento compulsivo é enfraquecido por meio de enfrentamentos nunca antes vividos pelo paciente.
Mulheres gastam mais?
Segundo a psicóloga, em geral, as mulheres são mais consumistas do que os homens por serem mais sensíveis e emocionais. “Por mais que os homens sejam os “caçadores e provedores” da família, elas administram o quanto de suprimentos é necessário para o consumo”, compara.
Além disso, ela observa que tanto homens quanto mulheres gastam mais do que podem como forma de serem aceitos pelos outros e por si mesmos, carência que pode e deve ser superada. “É importante lembrar que o seu valor como pessoa não está relacionado ao valor de suas aquisições”, finaliza a psicóloga.
Pesquisa Site do Terra.