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terça-feira, 9 de novembro de 2010

TIMIDEZ E FOBIA SOCIAL



Quantas vezes você é acometido por um pânico, quando é convidado para expor os seus conhecimentos profissionais, intelectuais ou, simplesmente, para eventos sociais.
A timidez aflora e a tendência é perder todos os sentidos. Você fica trêmulo, cego, surdo, mudo.

Estudar o medo de falar em público sempre foi um dos meus principais objetivos. Quando iniciei, em 1968, meus estudos, busquei desenvolver sistemas que acelerem a eliminação da timidez, com uma terapia comportamental, colocando o paciente nas situações reais do seu dia a dia, como palestras, reuniões, debates, discursos, apresentações de trabalhos, teses, monografias, MBA, peças de teatro, vendas, debates etc.
Alguns profissionais desinformados me criticaram, comentando que o enfrentamento direto poderia agravar o quadro da fobia. Como cientista, fui mais atrevido ainda e criei o método da argumentação sob pressão. Desenvolvi um um clube de oratória, onde os alunos veteranos – aqueles que alcançam a carga horária estipulada –, poderiam prosseguir como convidados sem custos adicionais.
No clube de oratória, os veteranos se transformam em provocadores, pressionando e estimulando o debatedor durante as aulas de oratória.
O resultado do método Wajntraub para cura da timidez é um sucesso total.
A conclusão aque cheguei é que 'papoterapia' não funciona. Se o tímido não enfrentar as situações de que ele tem um verdadeiro pânico, não vai conseguir sair do buraco. Quantas pessoas que comparecem no meu curso de oratória e que passaram a vida na obscuridade nunca foram promovidas a cargos superiores, de gerência, supervisão, diretoria, etc, enquanto todos ao seu redor alcançaram niveis herárquicos mais elevados. Ser tímido é um preço muito caro que o ser humano paga na era da comunicação… É frustante, é deprimente… Na realidade, a conta do custo do meu curso deveria ser paga, não pelo paciente, mas, sim, pelos pais que mimaram ou reprimiram excessivamente os seus filhos e também pelos professores e diretores de colégios que não aceitam o aluno muito desinibido, mais comunicativo, brincalhão, contestador, e chegam até a suspender este tipo de aluno. Sempre fui contestador, brincalhão, mau aluno, só estudava na segunda época, ficava sempre de recuperação em três matérias, as provas eram realizadas no final das férias, isso acabava com as férias da minha fámilia.

Aconteceu uma história muito bonita há pouco tempo. Estudei num cólegio judaico muito badalado no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, Colégio Hebreu Brasileiro. Realizamos um encontro no Clube da Hebraica, no bairro de Laranjeiras, dos ex-alunos e do nosso Diretor querido, que era um Psicanalista de renome, Eliezer Shnaider, que, naquele dia, comemorava 90 anos de vida. Dei muito trabalho para ele, mas ele era o diretor perfeito, porque era pacificador, conselheiro, e, principalmente, um grande amigo de todos.
Naquele evento, fui ao palco e convidei a minha ex-professora de Geografia, que tinha uma voz esganiçada, tendendo para o agudo, e rouca. Sempre que ela entrava na sala de aula, eu imitava a sua voz e ela me colocava para fora da sala. Quando chegou ao palco, ela fez o seguinte comentario: "Quando comecei a ouvir na mídia o nome de Simon Wajntraub, eu não acreditei: era o pior aluno do colégio, o mais bagunceiro, e, agora, entre estas quinhentas pessoas presentes, é o mais famoso". Peguei o microfone e falei: "Eu sou o errado que deu certo". Fui aplaudido por todos.
Um conselho para os tímidos: Chega de ser metódico, medroso, covarde, inseguro, dependente, submisso! Parta para ação, revolucione a sua vida, transforme-se no ser humano que, com a sua comunicação, vai revolucionar o mundo. Se você não tem forças próprias para mudar a sua maneira introvertida de ser, venha conhecer o Curso de Oratória e Argumentação sob Pressão do Professor Simon Wajntraub.