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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Sincronicidade

Sincronicidade é um conceito desenvolvido por Carl Gustav Jung para definir acontecimentos que se relacionam não por relação causal e sim por relação de significado. Desta forma, é necessário que consideremos os eventos sincronísticos não a relacionado com o princípio da causalidade, mas por terem um significado igual ou semelhante. A sincronicidade é também referida por Jung de "coincidência significativa".
O termo foi utilizado pela primeira vez em publicações científicas em 1929, porém Jung demorou ainda mais 21 anos para concluir a obra "Sincronicidade: um princípio de conexões acasuais", onde o expõe e propõe o início da discussão sobre o assunto. Uma de suas últimas obras foi, segundo o próprio, a de elaboração mais demorada devido à complexidade do tema e da impossibilidade de reprodução dos eventos em ambiente controlado.

Em termos simples, sincronicidade é a experiência de ocorrerem dois (ou mais) eventos que coincidem de uma maneira que seja significativa para a pessoa (ou pessoas) que vivenciaram essa "coincidência significativa", onde esse significado sugere um padrão subjacente.
A sincronicidade difere da coincidência, pois não implica somente na aleatoriedade das circunstâncias, mas sim num padrão subjacente ou dinâmico que é expresso através de eventos ou relações significativos. Foi um princípio que Jung sentiu abrangido por seus conceitos de Arquétipo e Inconsciente coletivo.
Acredita-se que a sincronicidade é reveladora e necessita de uma compreensão, essa compreensão poderia surgir espontaneamente, sem nenhum raciocínio lógico. A esse tipo de compreensão instantânea Jung dava o nome de "insight".


Se você já teve a impressão de estar na hora certa, no lugar certo e fazendo a coisa certa, então não pode deixar de ler O poder do fluxo – formas práticas de transformar sua vida com coincidências significativas. Charlene Belitz e Meg Lundstrom chamam de fluxo o desenvolvimento fácil, natural e harmônico do ser humano, e ensinam em catorze técnicas como aumentar o nível de coincidências na vida em um timing perfeito. Essas coincidências, ou sincronicidade, são sinais de que se está em pleno fluxo.
Através da observação de seus clientes, o psicanalista Carl Jung cunhou o termo "sincronicidade", uma das principais características do fluxo. A partir de coincidências significativas, que não podem ser explicadas como uma simples relação de causa e efeito, pode-se ter consciência das ligações internas com as forças do universo. Ou seja, que se é parte do todo e que leis universais podem ser usadas para melhorar a vida cotidiana.
No dia-a-dia, são exemplos de sincronicidade: pensar em alguém que inesperadamente lhe telefona ou encontrar um amigo em um lugar improvável. Jung observou que seus pacientes ficavam mais atentos às ocorrências do fenômeno quando passavam por circunstâncias de intensidade emocional, tais como nascimentos ou mortes em família ou de amigos, o começo ou o fim de uma paixão etc. A sincronicidade fica mais visível em momentos de transformação do indivíduo.
As autoras dão importância à sincronicidade porque esse é um dos principais instrumentos para entrar no fluxo. Segundo elas, a sincronicidade tem a capacidade de produzir dois efeitos: leva à individualização e ao contato com as forças que regem a natureza. Isto porque, uma vez que se atinge níveis mais profundos de autoconhecimento, pode-se ir além e estabelecer ligações com outras pessoas e com a Natureza. E isto é o fluxo.
O fluxo está em ação quando os acontecimentos fazem sentido, os obstáculos desaparecem, o senso de oportunidade é perfeito e aquilo que se precisa – dinheiro, trabalho, oportunidades – aparece conforme a necessidade. A sincronicidade é, então, o modo pelo qual esse caminho é facilitado.
São nove as características que criam o poder do fluxo: compromisso, sinceridade, coragem, paixão pela vida, capacidade de viver o momento, acolhimento, receptividade, positividade e crença. A série de técnicas intensifica essas características – inatas nos seres humanos – para que se tenha acesso ao fluxo em níveis cada vez mais altos.
Sobre as autoras
Charlene Belitz ensina Comunicação nas Universidades de Denver e do Colorado. Seu currículo inclui seminários e palestras em empresas, escolas, particulares.
Meg Lundstrom é jornalista. Ela mora em Saugerties, em Nova York.