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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mentir no currículo e na entrevista pode prejudicar candidato a emprego

Todo mundo sabe que não se deve mentir. Mas tem muita gente por aí que admite: na hora de tentar um emprego apela, inventa que fez cursos, sabe idiomas, aumenta o tempo de experiência.
Mas incluir no currículo mentiras para garantir uma vaga no mercado de trabalho pode virar crime e dar até cadeia. Um projeto de lei está em discussão na Câmara dos Deputados, em Brasília, para punir os profissionais mentirosos.
O ponto de partida para uma pessoa se candidatar a um emprego é o currículo. Lá estão as informações pessoais, a formação escolar e profissional. Um currículo claro e objetivo sempre ajuda na seleção.

O problema é quando o candidato resolve enfeitar o currículo com algumas mentirinhas. O domínio de um idioma, um curso de informática, maior tempo de experiência do que realmente tem. E a mentira no currículo é bem maior do que a gente imaginava. Numa pesquisa feita pela reportagem, a maior parte das pessoas afirma ter escrito mentiras em seus currículos.
O posto de atendimento do Sistema Nacional de Emprego (Sine) no Centro do Rio atende a mais de mil pessoas por semana e encaminha em torno de 600 para vagas de empregos variados. De acordo com os funcionários, 30% dos entrevistados exageram na hora especificar as qualificações. Um problema que acaba prejudicando todo o sistema”, conta a chefe do posto de atendimento do Sine,Claudete Josephino.
Um projeto de lei ainda em tramitação na Câmara Federal pretende tornar crime de falsidade a mentira nos currículos, com pena de dois meses a dois anos de prisão.
A diretora de Recursos Humanos Jacqueline Resch diz que a prática de turbinar o currículo é mais frequente quando os profissionais são jovens em início de carreira. Mas a cultura da mentira acaba por prejudicar os próprios candidatos.
fonte: Bom dia Brasil Rede Globo.