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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Namoro na internet se populariza, mas é preciso cautela

O número de pessoas que se relacionam de forma amorosa por meio de sites de encontro está aumentando. Pelo menos nos Estados Unidos, a quantidade de pessoas namorando na web já é muito significativa: três em cada quatro internautas solteiros usam, ou já usaram pelo menos uma vez, a internet para algum tipo de ação amorosa, segundo pesquisa da pesquisa da Pew Internet & American Life Project.

Para o levantamento, 17% disseram ter encontrado um relacionamento estável ou terem se casado com alguém que conheceram por meio da internet. Mas exemplos de sucesso como esses não devem fazer com que as pessoas mergulhem de cabeça em namoros online, porque há riscos.


Um fazendeiro australiano acabou seqüestrado por sua noiva virtual. Na verdade, ela nem existia. Em 2007, ele caiu em um golpe e ficou 12 dias preso depois de ser enganado por uma quadrilha. Ele havia viajado a Mali, no continente africano, para encontrar a mulher que havia conhecido na rede. Os bandidos ameaçaram mutilá-lo se não pagasse US$ 85 mil em resgate. A polícia australiana, no entanto, conseguiu ser mais esperta e a história teve um final feliz.


Já uma inglesa perdeu, este ano, 60 mil libras (cerca de R$ 159 mil) enviadas a um homem que havia conhecido em um site de relacionamento e com quem vinha conversando há meses. O suposto empresário era, na verdade, um golpista. Ele inventou uma história sobre dificuldades financeiras e a mulher não hesitou em ajudá-lo. Foram três depósitos antes de ela perceber que havia sido envolvida em uma grande anedota e estava sendo extorquida.


Mas esses são apenas casos que chegaram à grande mídia. Há milhares de outros. “Pedófilos entram em salas de bate papo de adolescentes com perfis falsos para agendar encontros”, explica o psicólogo e diretor de prevenção da Safernet, Rodrigo Nejm.


“O importante é não acreditar em tudo o que se vê na internet”, afirma Karina Batista, detetive da Alfa Detetives Particulares, que presta serviços de monitoramento de internet para famílias.


Segundo ela, as pessoas devem evitar confiar em um completo desconhecido encontrado pela internet, ao menos até conhecer pessoas que fazem parte da vida dele, como a família, e assim assegurar a veracidade das informações. E isso vale também para os homens, muitas vezes menos cuidadosos.

Outra dica importante para manter certo nível de segurança é nunca passar dados pessoais, como endereço. “Não marque encontros em que a pessoa vai te buscar em casa”, diz Karina. Ela recomenda lugares públicos, em especial os com câmeras de vigilância, como shoppings, para os primeiros encontros.


Fuçar em redes sociais, como orkut, para buscar referências de familiares, amigos e colegas de trabalho, também vale. Pedir a um amigo para ficar de longe tomando um chopp nos primeiros encontros também não é má idéia, segundo a detetive. Vale mais a pena prevenir e depois rir da história do que passar por momentos terríveis.