data='blog' name='google-analytics'/>

Seguidores

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Temporada de queimadas deve durar até novembro

Os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) confirmam: a temporada de queimadas, que começou em junho e atinge boa parte do Brasil, vai até novembro. O Pará é um dos estados mais atingidos.


No Rio de Janeiro, a região serrana é atingida por incêndios florestais. Os focos se espalham por uma das áreas verdes mais importantes do estado. Também na região, o fogo atingiu uma área de proteção ambiental na cidade de Santa Maria Madalena.


O incêndio começou no sábado (28) e até domingo à tarde uma área de aproximadamente 130 hectares havia sido queimada. O fogo atingiu uma grande área de mata nativa, de proteção permanente.


O tempo seco também provoca focos de incêndio que colocam em risco a vida dos motoristas que passam pelas estradas em São Paulo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Família será indenizada por conteúdo racista em São Paulo

Depois de uma atividade com conteúdo considerado racista proposta pela escola, o garoto, que é negro, passou a apresentar problemas de relacionamento e de queda na produtividade escolar.

O Estado de São Paulo foi condenado a indenizar em R$ 20,4 mil uma família que sofreu danos morais em razão de atividade com conteúdo considerado racista proposta pela escola do filho. A informação é do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Em 2002, uma professora do segundo ano do Ensino Fundamental da escola estadual Francisco de Assis passou atividade baseada em texto chamado "Uma família colorida", escrito por uma ex-aluna do colégio. Na redação, cada personagem da história era representado por uma cor: o pai era azul, a mãe era vermelha e os filhos, rosa. Até que um
homem mau, que era preto, aparecia e tentava roubar as crianças.

Segundo o TJ-SP, depois da atividade, o garoto, que é negro e na época tinha 7 anos, passou a apresentar problemas de relacionamento e de queda na produtividade escolar. De acordo com laudos técnicos, ele desenvolveu um quadro de fobia em relação ao ambiente, tendo de ser transferido.


A decisão, que é da 5ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, diz que a linguagem e o conteúdo utilizados nos textos são polêmicos, de mau gosto e deveriam ter sido evitados. A sentença diz ainda que houve dano moral por conta da situação de discriminação e
preconceito a que o casal e seu filho foram expostos. O valor fixado corresponde à indenização de 20 salários mínimos para a criança e 10 salários mínimos para cada um dos pais.

 abril.com

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Contagem regressiva para o Brazilian Day em Nova Iorque

Brasileiros de várias partes dos Estados Unidos estão na contagem regressiva para mais um Brazilian Day New York, tida como uma das maiores festas brasileiras no exterior. As atrações deste ano prometem balançar os palcos montados nas ruas 43 e 46. A festa será no dia 5 de setembro.


O evento de 2010 terá Luciano Huck como apresentador. Os eletrizantes Carlinhos Brown e Margareth Menezes ajudam a animar a festa, junto com o romantismo da dupla sertaneja Zezé di Camargo & Luciano.


O diretor do Brazilian Day New York, Edilberto Mendes, disse em entrevista que a organização do evento ouve, todos os anos, sugestões de nomes de artistas. “Estas pessoas geralmente vem de acordo com a disponibilidade que elas tem. Às vezes o artista está com a agenda cheia, e não dá para vir”, disse ele, complementando que o Brazilian Day New York é um evento brasileiro para a comunidade.


“Para celebrar o Brasil e o brasileiro em todas as suas conquistas, enfim, para enaltecer o Brasil”.


Depois de alguns anos, o evento volta novamente a ter um artista brasileiro local abrindo o evento. “Estamos buscando alternativas para fazer o Brazilian Day cada vez melhor”.

Celebrando as culturas
Este é o 26° ano do Brazilian Day New York. A grande celebração brasileira acontece sempre na 46th Street, popularmente conhecida como Little Brazil. Foi exatamente neste local que tudo começou, quando um grupo de brasileiros quis comemorar a Independência do Brasil e se sentir mais perto de casa. Com um público cada vez maior a cada ano, o Brazilian Day New York atinge atualmente 25 quarteirões. A organização espera um milhão de pessoas este ano.


Os tradicionais pastel e caldo de cana são muito procurados nas barraquinhas do evento. Mas não são somente produtos brasileiros que podem ser encontrados. De acordo com Edilberto, a idéia inicial era ter somente mercadorias do nosso país. “Mas o Brasil é um país misturado. Ficamos muito felizes que outros países estejam conosco participando do Brazilian Day, acreditando naquilo que estamos propondo”.


Ainda de acordo com o Edilberto, a festa desse ano conta com uma grande empresa latina como patrocinadora. O diretor disse ainda que o website tem sido bastante visitado. O programa eletrônico, através do qual seria escolhida a banda local, foi invadido. Por isso, a escolha foi feita através de um sorteio pelo grupo Parangolé.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Descubra as paisagens naturais e os cânions de Cambará do Sul

Flavia Bemfica
Direto de Cambará do Sul
Impressionante. Este é o adjetivo que melhor descreve Cambará do Sul, nas Serras Gaúchas, Rio Grande do Sul - a cidade de pouco mais de seis mil habitantes, mais da metade deles em área rural, e que entrou para o roteiro de viagens nacionais e internacionais há menos de 10 anos. Antes disso, Cambará e os fantásticos cânions que dominam a paisagem eram privilégio da população local e de turistas aventureiros que chegavam de outras cidades do Rio Grande do Sul ou do estado vizinho de Santa Catarina.
A região é impressionante em qualquer época do ano. Hoje, integra os chamados "roteiros da neve" e o inverno é a alta temporada nos hotéis e pousadas (o que significa diárias mais caras). Mas como no inverno chove muito e é comum que a neblina domine os cânions, prejudicando a visibilidade e até os passeios, uma dica: certifique-se das condições do tempo antes de se aventurar por lá. A região é, muitas vezes, fria e úmida, mas vale a pena mesmo para quem não é fã de baixas temperaturas.

A cidade é pequena e quem chega pela primeira vez pode ter a impressão de que não vai encontrar uma boa infra-estrutura ou paisagens maravilhosas. Mas não se deixe enganar. Cambará pode ser pequena e, antes do turismo, sua economia era baseada na agricultura, na exploração de madeira, na pecuária e na apicultura. Como a população e a economia são rurais, podem-se percorrer quilômetros sem encontrar ninguém. Mas além dos cânions e cachoeiras que dominam a região e estão em todas as rotas e anúncios, quem pegar a estrada pode descobrir belos cenário naturais escondidos. E a cidade já possui hoje infra-estrutura suficiente para receber os turistas - em alguns casos, em acomodações bem confortáveis.

Como o inverno é a estação dominante, moradores e turistas têm sempre programas alternativos, feitos dentro de casa, e que incluem ficar jogando conversa fora ao redor de um fogão a lenha cheio de pinhões que assam lentamente sobre uma chapa. Ou saborear pãezinhos com uma das especialidades de Cambará, o mel.

Quando o tempo abre, dá para escolher qual a aventura: banho de cachoeira, trilhas pelos cânions, rotas a cavalo ou de jipes. Como a cidade faz divisa, no Rio Grande do Sul, com os municípios de São Francisco de Paula, Jaquirana e São José dos Ausentes e também com Praia Grande, que pertence a Santa Catarina, as belas paisagens às vezes já começam na própria estrada.

Quem vai de carro pela BR 101 e dela toma o caminho à direita, em Praia Grande, pode parar no caminho para admirar a natureza ao seu redor. A visão dos cânions, mesmo à distância, é quase que um choque. Eles se desdobram em gigantes fendas verdes até onde a vista alcança. As nuvens parecem ao alcance das mãos e o ar é frio e limpo. Você se encontra a quase mil metros de altitude e a viagem está só começando.
Especial para Terra

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Medicações para o tratamento Alcoolismo Parte 4

Naltrexona 
 
A naltrexona é uma substância conhecida há vários anos; seu uso restringia-se ao bloqueio da atividade dos opióides. É uma espécie de antídoto para a intoxicação de heroína, morfina e similares. Recentemente verificou-se que a naltrexona possui um efeito bloqueador do prazer proporcionado pelo álcool, cortando o ciclo de reforço positivo que leva e mantém o alcoolismo. A naltrexona foi a primeira substância a atingir a essência do alcoolismo: o desejo pelo consumo de álcool. Como era uma medicação conhecida quanto aos efeitos benéficos e colaterais, sua utilização para o alcoolismo foi relativamente rápida pois já se encontrava no mercado há muitos anos: bastou que se acrescentasse na bula uma nova indicação, o tratamento do alcoolismo. Os principais efeitos colaterais da naltrexona, o enjôo e o vômito não são intensos o suficiente para impedir o seu uso. Os principais efeitos da naltrexona são inibir o desejo pelo álcool e mesmo que se beba, o prazer da sensação de estar "alto" é abolido. Assim, a bebida para o alcoólatra em uso de naltrexona se torna sem graça. Como não há uma interação danosa entre Álcool e naltrexona, a naltrexona exerce uma real atividade terapêutica. Os estudos mostram que a recaída do alcoolismo é menor entre as pessoas que fazem uso de naltrexona em relação ao placebo; o baixo índice de efeitos colaterais da naltrexona permite que os pacientes adiram ao tratamento prolongado. Agora ficou mais fácil diferenciar o alcoólatra impotente perante seu vício daquele que simplesmente não quer abandonar o prazer da embriaguez. O paciente que se nega a tratar-se por perceber que a naltrexona abole o prazer é o alcoólatra por opção; aquele que adere ao tratamento era a vítima do vício. Por fim, não podemos esquecer que nem todos os pacientes se beneficiam da naltrexona, ou seja, há uma parcela da população que mesmo em uso da naltrexona mantém o prazer da bebida e nesses o tratamento é ineficaz. A naltrexona foi o primeiro e grande passo para o tratamento do alcoolismo, mas não resolveu todo o problema sozinho.
Acamprosato 
 
Essa substância ao contrário da naltrexona é nova e foi criada especificamente para o tratamento do alcoolismo. Está sendo introduzida no mercado brasileiro pela Merck, mas já é usada na Europa há alguns anos. O mecanismo do acamprosato é distinto da naltrexona embora também diminua o desejo pelo álcool. O acamprosato atua mais na abstinência, reduzindo o reforço negativo deixado pela supressão do álcool naqueles que se tornaram dependentes. Podemos dizer que há basicamente dois mecanismos de manutenção da dependência química ao álcool: inicialmente há o reforço pelo estímulo positivo, pela busca de gratificação e prazer dadas pelo álcool. À medida que o indivíduo se torna tolerante às primeiras doses passa a ser necessária sua elevação para voltar a ter o mesmo prazer das primeiras doses. Nessa fase o indivíduo já é dependente e está em aprofundamento e agravamento da dependência. A bebida não dá mais prazer algum e por outro lado trouxe uma série de problemas pessoais e sociais; o alcoólatra está preso ao vício porque ao tentar interromper o consumo de álcool surgem os efeitos da abstinência. Nessa fase o alcoolista bebe não mais por prazer, mas para não sofrer os efeitos da abstinência alcoólica. É nesta fase que o acamprosato atua. Além de inibir os efeitos agudos da abstinência como os benzodiazepínicos fazem, o acamprosato inibe o desejo pelo álcool nessa fase, diminuindo as taxas de recaída para os pacientes que interromperam o consumo de álcool. A principal atividade do acamprosato é sobre os neurotransmissores gabaérgicos, taurinérgicos e glutamatérgicos, envolvidos no mecanismo da abstinência alcoólica. O acamprosato tem poucos efeitos colaterais: os principais indicados foram consufão mental leve, dificuldade de concentração, alterações das sensações nos membros inferiores, dores musculares, vertigens.

Ondansetrona 

Esta medicação vem sendo usada e aprovada como inibidor de vômitos, principalmente nos pacientes que fazem uso de medicações que provocam fortes enjôos como alguns quimioterápicos. Está em estudo a utilização na bulimia nervosa para conter os vômitos induzidos por esses pacientes. Mais recentemente vem sendo estudado seu efeito no tratamento do álcool. Esses estudos ainda estão em fase preliminar; uma possível aprovação para o alcoolismo deverá levar talvez alguns anos. Essa medicação tem um efeito específico como antagonista do receptor serotoninégico 5-HT3. Por enquanto há poucos estudos da eficácia da Ondansetrona no alcoolismo, o que se obteve, por enquanto, é uma maior eficácia no tratamento do alcoolismo nas fases iniciais. Alcoolistas de longa data e doses altas não apresentaram resultado muito superior ao placebo. Se aprovada hoje, sua utilização recairia sobre os pacientes alcoólatras há pouco tempo. A forma de ação é parecida a da naltrexona, inibindo o reforço positivo, o prazer que o álcool dá nas fases iniciais do alcoolismo. Os pacientes que tomam Ondansetrona tendem a beber menos que o habitual. Os autores de um recente trabalho com a Ondansetrona (JAMA. 2000;284:963-971) consideraram-se frustrados com o resultado clínico obtido.

continua

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Tratamento do Alcoolismo! parte 3


O alcoolismo, essencialmente, é o desejo incontrolável de consumir bebidas alcoólicas numa quantidade prejudicial ao bebedor. O núcleo da doença é o desejo pelo álcool; há tempos isto é aceito, mas nunca se obteve uma substância psicoativa que inibisse tal desejo. Como prova de que inúmeros fracassos não desanimaram os pesquisadores, temos hoje já comprovadas, ou em fase avançada de testes, três substâncias eficazes na supressão do desejo pelo álcool, três remédios que atingem a essência do problema, que cortam o mal pela raiz. Estamos falando naltrexona, do acamprosato e da ondansetrona. O tratamento do alcoolismo não deve ser confundido com o tratamento da abstinência alcoólica. Como o organismo incorpora literalmente o álcool ao seu metabolismo, a interrupção da ingestão de álcool faz com que o corpo se ressinta: a isto chamamos abstinência que, dependendo, do tempo e da quantidade de álcool consumidos pode causar sérios problemas e até a morte nos casos não tratados. As medicações acima citadas não têm finalidade de atuar nessa fase. A abstinência já tem suas alternativas de tratamento bem estabelecidas e relativamente satisfatórias. O Dissulfiram é uma substância que força o paciente a não beber sob a pena de intenso mal estar: se isso for feito, não suprime o desejo e deixa o paciente num conflito psicológico amargo. Muitos alcoólatras morreram por não conseguirem conter o desejo pelo álcool enquanto estavam sob efeito do Dissulfiram.

Mesmo sabendo o que poderia acontecer, não conseguiram evitar a combinação do álcool com o Dissulfiram, não conseguiram sequer esperar a eliminação do Dissulfiram. Fatos como esses servem para que os clínicos e os não-alcoólatras saibam o quanto é forte a inclinação para o álcool sofrida pelos alcoólatras, mais forte que a própria ameaça de morte. Serve também para medir o grau de benefício trazido pelas medicações que suprimem o desejo pelo álcool, atualmente disponíveis. Podemos fazer uma analogia para entender essa evolução. Com o Dissulfiram o paciente tem que fazer um esforço semelhante ao motorista que tenta segurar um veículo ladeira abaixo, pondo-se à frente deste, tentando impedir que o automóvel deslanche, atropelando o próprio motorista. Com as novas medicações o motorista está dentro do carro apertando o pedal do freio até que o carro chegue no fim da ladeira. Em ambos os casos, é possível chegar ao fim da ladeira (controle do alcoolismo). Numa o esforço é enorme causando grande percentagem de fracassos; noutro o esforço é pequeno, permitindo grande adesão ao tratamento. Vejamos agora algumas informações sobre as novas medicações. 
continua!....

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Tolerancia e dependencia do alcool. Aspectos Gerais... parte 2

Tolerância e Dependência
 A tolerância ocorre antes da dependência. Os primeiros indícios de tolerância não significam, necessariamente, dependência, mas é o sinal claro de que a dependência não está longe. A dependência é simultânea à tolerância. A dependência será tanto mais intensa quanto mais intenso for o grau de tolerância ao álcool. Dizemos que a pessoa tornou-se dependente do álcool quando ela não tem mais forças por si própria de interromper ou diminuir o uso do álcool. 


O alcoólatra de "primeira viagem" sempre tem a impressão de que pode parar quando quiser e afirma: "quando eu quiser, eu paro". Essa frase geralmente encobre o alcoolismo incipiente e resistente; resistente porque o paciente nega qualquer problema relacionado ao álcool, mesmo que os outros não acreditem, ele próprio acredita na ilusão que criou. A negação do próprio alcoolismo, quando ele não é evidente ou está começando, é uma forma de defesa da auto-imagem (aquilo que a pessoa pensa de si mesma). O alcoolismo, como qualquer diagnóstico psiquiátrico, é estigmatizante. Fazer com que uma pessoa reconheça o próprio estado de dependência alcoólica, é exigir dela uma forte quebra da auto-imagem e conseqüentemente da auto-estima. Com a auto-estima enfraquecida a pessoa já não tem a mesma disposição para viver e, portanto, lutar contra a própria doença. É uma situação paradoxal para a qual não se obteve uma solução satisfatória. Dependerá da arte de conduzir cada caso particularmente, dependerá
da habilidade de cada psiquiatra.



Aspectos Gerais do Alcoolismo
A identificação precoce do alcoolismo geralmente é prejudicada pela negação dos pacientes quanto a sua condição de alcoólatras. Além disso, nos estágios iniciais é mais difícil fazer o diagnóstico, pois os limites entre o uso "social" e a dependência nem sempre são claros. Quando o diagnóstico é evidente e o paciente concorda em se tratar é porque já se passou muito tempo, e diversos prejuízos foram sofridos. É mais difícil de se reverter o processo. Como a maioria dos diagnósticos mentais, o alcoolismo possui um forte estigma social, e os usuários tendem a evitar esse estigma. Esta defesa natural para a preservação da auto-estima acaba trazendo atrasos na intervenção terapêutica


. Para se iniciar um tratamento para o alcoolismo é necessário que o paciente preserve em níveis elevados sua auto-estima sem, contudo, negar sua condição de alcoólatra, fato muito difícil de se conseguir na prática. O profissional deve estar atento a qualquer modificação do comportamento dos pacientes no seguinte sentido: falta de diálogo com o cônjuge, freqüentes explosões temperamentais com manifestação de raiva, atitudes hostis, perda do interesse na relação conjugal. O Álcool pode ser procurado tanto para ficar sexualmente desinibido como para evitar a vida sexual. No trabalho os colegas podem notar um comportamento mais irritável do que o habitual, atrasos e mesmo faltas. Acidentes de carro passam a acontecer. Quando essas situações acontecem é sinal de que o indivíduo já perdeu o controle da bebida: pode estar travando uma luta solitária para diminuir o consumo do álcool, mas geralmente as iniciativas pessoais resultam em fracassos. As manifestações corporais costumam começar por vômitos pela manhã, dores abdominais, diarréia, gastrites, aumento do tamanho do fígado. Pequenos acidentes que provocam contusões, e outros tipos de ferimentos se tornam mais freqüentes, bem como esquecimentos mais intensos do que os lapsos que ocorrem naturalmente com qualquer um, envolvendo obrigações e deveres sociais e trabalhistas. A susceptibilidade a infecções aumenta e dependendo da predisposição de cada um, podem surgir crises convulsivas. Nos casos de dúvidas quanto ao diagnóstico, deve-se sempre avaliar incidências familiares de alcoolismo porque se sabe que a carga genética predispõe ao alcoolismo. É muito mais comum do que se imagina a coexistência de alcoolismo com outros problemas psiquiátricos prévios ou mesmo precipitante. Os transtornos de ansiedade, depressão e insônia podem levar ao alcoolismo. Tratando-se a base do problema muitas vezes se resolve o alcoolismo. Já os transtornos de personalidade tornam o tratamento mais difícil e prejudicam a obtenção de sucesso.

Continua...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Alcoolismo, o que é? O fenomeno da dependencia! parte 1

O que é?
O alcoolismo é o conjunto de problemas relacionados ao consumo excessivo e prolongado do álcool; é entendido como o vício de ingestão excessiva e regular de bebidas alcoólicas, e todas as conseqüências decorrentes. O alcoolismo é, portanto, um conjunto de diagnósticos. Dentro do alcoolismo existe a dependência, a abstinência, o abuso (uso excessivo, porém não continuado), intoxicação por álcool (embriaguez). Síndromes amnéstica (perdas restritas de memória), demencial, alucinatória, delirante, de humor. Distúrbios de ansiedade, sexuais, do sono e distúrbios inespecíficos. Por fim o delirium tremens, que pode ser fatal.
Assim o alcoolismo é um termo genérico que indica algum problema, mas medicamente para maior precisão, é necessário apontar qual ou quais distúrbios estão presentes, pois geralmente há mais de um.

O fenômeno da Dependência (Addiction)
O comportamento de repetição obedece a dois mecanismos básicos não patológicos: o reforço positivo e o reforço negativo. O reforço positivo refere-se ao comportamento de busca do prazer: quando algo é agradável a pessoa busca os mesmos estímulos para obter a mesma satisfação. O reforço negativo refere-se ao comportamento de evitação de dor ou desprazer. Quando algo é desagradável a pessoa procura os mesmos meios para evitar a dor ou desprazer, causados numa dada circunstância. A fixação de uma pessoa no comportamento de busca do álcool, obedece a esses dois mecanismos acima apresentados. No começo a busca é pelo prazer que a bebida proporciona. Depois de um período, quando a pessoa não alcança mais o prazer anteriormente obtido, não consegue mais parar porque sempre que isso é tentado surgem os sintomas desagradáveis da abstinência, e para evitá-los a pessoa mantém o uso do álcool. Os reforços positivo e negativo são mecanismos ou recursos normais que permitem às pessoas se adaptarem ao seu ambiente.
As medicações hoje em uso atuam sobre essas fases: a naltrexona inibe o prazer dado pelo álcool, inibindo o reforço positivo; o acamprosato diminui o mal estar causado pela abstinência, inibindo o reforço negativo. Provavelmente, dentro de pouco tempo, teremos estudos avaliando o benefício trazido pela combinação dessas duas medicações para os dependentes de álcool que não obtiveram resultados satisfatórios com cada uma isoladamente. 

Parte 2, amanha!


terça-feira, 3 de agosto de 2010

Funcionarios da Gol decidem fazer greve, dia 13/08/2010


Trabalhadores da companhia aérea Gol marcaram uma paralisação de 24 horas para o próximo dia 13 de agosto. Eles reivindicam melhores salários, plano de saúde, fim do excesso de jornada e assédio moral.
A presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), Selma Balbino, disse que a iniciativa dos funcionários, além de ser resultado dos problemas internos da Gol, também está relacionada à lenta fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Agência Nacional em Aviação Civil (ANAC).
"Não podemos esquecer que as multas aplicadas pelo MTE e ANAC são tão baixas, que acabam se tornando um incentivo ao desrespeito à legislação trabalhista e à regulamentação profissional", afirmou. (AE)

GOL CANCELA 300 VOOS E MILHARES LOTAM AEROPORTOS

Problemas começaram na sexta e devem continuar a afetar os passageiros que viajam nos próximos dias

No último final de semana das férias escolares, milhares de passageiros da companhia Gol enfrentaram atrasos e cancelamentos de voos em todo o país.
Os problemas que começaram na sexta-feira, devido à falta de tripulantes, atingiram o auge ontem, com 99 voos cancelados até as 22h. No total, foram 315.
A empresa não informou o número de passageiros prejudicados, mas milhares lotaram os aeroportos.
A Gol afirma que boa parte dos cancelamentos ocorreu porque não havia funcionários disponíveis, já que o número de horas trabalhadas chegou ao limite do máximo previsto pela regulamentação da profissão.
Houve correção na escala de trabalho, levando a cancelamentos em cascata. Não há prazo para a normalização, e voos dos próximos dias podem ser afetados.
Em caso de atrasos que superem quatro horas, a companhia aérea é obrigada a reacomodar o passageiro em outro voo ou reembolsar o bilhete.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Namoro na internet se populariza, mas é preciso cautela

O número de pessoas que se relacionam de forma amorosa por meio de sites de encontro está aumentando. Pelo menos nos Estados Unidos, a quantidade de pessoas namorando na web já é muito significativa: três em cada quatro internautas solteiros usam, ou já usaram pelo menos uma vez, a internet para algum tipo de ação amorosa, segundo pesquisa da pesquisa da Pew Internet & American Life Project.

Para o levantamento, 17% disseram ter encontrado um relacionamento estável ou terem se casado com alguém que conheceram por meio da internet. Mas exemplos de sucesso como esses não devem fazer com que as pessoas mergulhem de cabeça em namoros online, porque há riscos.


Um fazendeiro australiano acabou seqüestrado por sua noiva virtual. Na verdade, ela nem existia. Em 2007, ele caiu em um golpe e ficou 12 dias preso depois de ser enganado por uma quadrilha. Ele havia viajado a Mali, no continente africano, para encontrar a mulher que havia conhecido na rede. Os bandidos ameaçaram mutilá-lo se não pagasse US$ 85 mil em resgate. A polícia australiana, no entanto, conseguiu ser mais esperta e a história teve um final feliz.


Já uma inglesa perdeu, este ano, 60 mil libras (cerca de R$ 159 mil) enviadas a um homem que havia conhecido em um site de relacionamento e com quem vinha conversando há meses. O suposto empresário era, na verdade, um golpista. Ele inventou uma história sobre dificuldades financeiras e a mulher não hesitou em ajudá-lo. Foram três depósitos antes de ela perceber que havia sido envolvida em uma grande anedota e estava sendo extorquida.


Mas esses são apenas casos que chegaram à grande mídia. Há milhares de outros. “Pedófilos entram em salas de bate papo de adolescentes com perfis falsos para agendar encontros”, explica o psicólogo e diretor de prevenção da Safernet, Rodrigo Nejm.


“O importante é não acreditar em tudo o que se vê na internet”, afirma Karina Batista, detetive da Alfa Detetives Particulares, que presta serviços de monitoramento de internet para famílias.


Segundo ela, as pessoas devem evitar confiar em um completo desconhecido encontrado pela internet, ao menos até conhecer pessoas que fazem parte da vida dele, como a família, e assim assegurar a veracidade das informações. E isso vale também para os homens, muitas vezes menos cuidadosos.

Outra dica importante para manter certo nível de segurança é nunca passar dados pessoais, como endereço. “Não marque encontros em que a pessoa vai te buscar em casa”, diz Karina. Ela recomenda lugares públicos, em especial os com câmeras de vigilância, como shoppings, para os primeiros encontros.


Fuçar em redes sociais, como orkut, para buscar referências de familiares, amigos e colegas de trabalho, também vale. Pedir a um amigo para ficar de longe tomando um chopp nos primeiros encontros também não é má idéia, segundo a detetive. Vale mais a pena prevenir e depois rir da história do que passar por momentos terríveis.